Abrapa

 

ABRAPA tem nova diretoria e inaugura mega-laboratório

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão coloca em funcionamento moderno sistema que atesta credibilidade aos laboratórios que aferem a qualidade do algodão

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) empossou no mês passado, em Brasília, a nova diretoria da entidade para o biênio 2017/2018. O diretor-presidente da Vanguarda Agro S.A (atualmente Terra Santa), Arlindo de Azevedo Moura, assume a presidência no lugar de João Carlos Jacobsen, assim como tomaram posse os integrantes dos Conselhos Administrativo e Fiscal. No discurso de posse, Moura destacou a provável retomada de crescimento da cotonicultura, devido à diminuição dos estoques mundiais e ao aumento do consumo do algodão no mundo, que, pela primeira vez desde 2009, deverá ser maior que a produção. “São ventos ‘altistas’ que sopram a favor do produtor, acenando para a melhoria da remuneração e o crescimento de área em médio prazo, quiçá a partir de 2017/18", justificou. “Se o mundo precisa consumir mais algodão, e isso tem de ser feito rapidamente, não há dúvida de que estamos no lugar certo para atender essa demanda”.

A entidade sediada em Brasília ainda inaugurou, um dia antes da solenidade de posse, o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (Cbra), um laboratório central de verificação e padronização dos processos classificatórios do algodão produzido nas lavouras brasileiras. Sua função será garantir a qualidade e a credibilidade dos resultados aferidos nas 14 unidades que somam 63 máquinas de High Volume Instrument (HVI) em atividade no País. A estrutura é parte do programa Standard Brasil HVI–SBHVI, lançado em outubro no encontro anual da International Cotton Association (ICA), o ICA Trade Carlos Rudney Event 2016, Liverpool, Inglaterra.

A precisão e a credibilidade na classificação contribuirão para o fortalecimento da imagem do produto brasileiro e favorecem sua valorização em nível internacional, e baseia-se na tecnologia mais atual e recorrente em todo o mundo, o HVI. “Nosso parâmetro é o modelo americano, que é provido pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda), e que confere às suas classificações resultados altamente confiáveis e reconhecidos pelo mercado internacional, o chamado green card do algodão. Aqui, isso será bancado pelos próprios produtores”, afirmou no evento de inauguração o então presidente da entidade, João Carlos Jacobsen.

A reportagem d’A Granja esteve no evento a convite da Abrapa