Aqui Está a Solução

 

USO CORRETO DE INOCULANTES

Quais são as principais recomendações que devem ser seguidas para a utilização correta de inoculantes na soja? Grato pela informação.

Pedro Henrique Fagundes
Curitiba/PR

R- Caro Pedro Henrique, a fixação biológica do nitrogênio realizada por meio da inoculação é capaz de elevar a produtividade da lavoura de soja desde que o processo seja bem conduzido. O consultor da Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII), Solon Araújo, destaca que o inoculante é um produto vivo e, portanto, deve ser manuseado com muito mais cuidado. Desde o transporte da revenda até a fazenda, passando pelo armazenamento, uma série de atenções devem ser dadas ao produto, como não deixar exposto ao sol; não armazenar em locais demasiadamente quentes; e não guardar em ambientes com resíduos químicos.

Outro ponto que merece atenção é a mistura do inoculante com as sementes. “É preciso fazer uma mistura adequada, verificando que cada semente fique recoberta pelo produto. No caso do inoculante em pó, à base de turfa, isso fica mais fácil, pela coloração escura do produto. Já no inoculante líquido é necessário um pouco mais de cuidado e observação”, explica. Araújo também reforça a importância de verificar quais produtos estão sendo utilizados nas sementes para o tratamento contra doenças e pragas. “É necessário consultar os fabricantes dos inoculantes para saber quais produtos são mais compatíveis com as bactérias”, salienta. Praticamente todos os produtos químicos têm algum grau de incompatibilidade, matando em maior ou menor quantidade as bactérias, o que pode causar baixa nodulação. “Essa mortalidade geralmente não ocorre de choque, mas de forma lenta através de algumas horas. Assim, é importante respeitar um tempo máximo entre a inoculação e a semeadura. Esse tempo nunca deve passar de 12 horas”, adverte.


ÓLEO DE ABACATE

Ouvi falar sobre pesquisas que envolvem o óleo de abacate e gostaria de saber quais são as possibilidades de produção desse alimento. Desde já, obrigada.

Bibiana Souto de Lima
Paracatu/MG

R- Prezada Bibiana, um dos estudos que envolvem o óleo de abacate vem sendo conduzido por especialistas da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), onde a extração é realizada pelo sistema de centrifugação, o mesmo utilizado no processamento do azeite de oliva. A agroindústria do óleo de abacate tem boas perspectivas no Brasil em função dos frutos de algumas variedades cultivadas como Wagner, Hass, Fuerte, Linda e Margarida apresentarem quantidades consideráveis de lipídios, em média 20% de óleo na polpa úmida. De acordo com o pesquisador da Epamig Adelson de Oliveira, outro aspecto a ser considerado é a disponibilidade de matéria-prima durante praticamente o ano todo. No período da safra, geralmente, o preço do fruto no mercado interno atinge valores muito baixos em decorrência do volume produzido, o que sugere o uso do excedente na agroindústria. Segundo Adelson, para a elaboração de óleo de abacate de alta qualidade é preciso observar fatores agronômicos que influenciam o resultado final, como a variedade, o manejo da cultura e a colheita. É importante, por exemplo, que o fruto apresente maturação concluída, fase em que concentra maior conteúdo de óleo, mas não pode estar muito maduro. O óleo de abacate é considerado um alimento funcional, com características de benefícios à saúde, como prevenção de doenças cardiovasculares e oftalmológicas.