Primeira Mão

 

Moderfrota acelerado

O programa Moderfrota foi o destaque em financiamentos nos primeiros cinco meses do ano-safra 2016/17 com contratações de R$ 3,5 bilhões. “Este valor é um indicativo da confiança dos agricultores em relação às atividades que desenvolvem no campo e às perspectivas de colher uma super-safra de grãos, estimada em 213,1 milhões de toneladas pela Conab”, justificou o diretor de Crédito e Estudos Econômicos do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz de Araújo. Visto à procura, o ministério conseguiu junto ao Ministério da Fazenda aporte adicional de R$ 2,5 bilhões. Assim, o programa que financia máquinas e equipamentos passará de R$ 5 bilhões para R$ 7,55 bilhões!


US$ 2,5 bilhões

Por esse montante, a Mosaic Fertilizantes comprou a Vale Fertilizantes e, até 2018, quando a aquisição será finalizada, a Mosaic deverá se transformar na líder em produção e distribuição de fertilizantes no Brasil. “Essa aquisição trará à Mosaic uma grande oportunidade de se beneficiar do mercado agrícola brasileiro, que cresce rapidamente, e de melhorar suas condições do negócio”, avaliou o presidente e CEO Joc O’Rourke (foto). O negócio adquirido tem capacidade de produção de 4,8 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados e 500 mil toneladas de potássio, inclui cinco minas brasileiras de fosfato, quatro fábricas de produção de químicos e fertilizantes, e uma unidade de potássio no Brasil.


Classe média mais forte

“Fortalecer e ampliar a classe média rural vai acelerar o desenvolvimento do setor agropecuário de forma equilibrada e contribuir para a retomada do crescimento econômico do País”. Essa estratégia faz parte das ações prioritárias da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e foi detalhada pelo presidente da entidade, João Martins, em um seminário para discutir os rumos do País em 2017. Ele destacou a participação positiva da agropecuária neste momento difícil do Brasil. O PIB do setor está previsto encerrar 2016 com crescimento de 2,5% a 3%, a participação na economia brasileira passará de 21,5% para 23%, e a fatia do agronegócio nas exportações, de 46% para 48%.


BRAZILIAN RICE: SYNONYMOUS OF QUALITY

Um vídeo institucional foi lançado pelo projeto Brazilian Rice para dar suporte à promoção das exportações do arroz brasileiro. A peça de comunicação mostra todo o potencial produtivo do setor orizícola e os diferenciais do nosso cereal. O Brazilian Rice é uma iniciativa da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O belo e convincente vídeo (em português, inglês e espanhol), que será apresentado em eventos durante o ano, pode ser visto em http://brazilianrice.com.br.


Cooperativas bilionárias

Das 33 empresas na economia paranaense com receitas superiores a R$ 1 bilhão, 12 são cooperativas: Coamo, C.Vale, Lar, Cocamar, Copacol, Agrária, Integrada, Castrolanda, Frimesa, Frisia, Copagril e Coasul. A Coamo, sediada em Campo Mourão, tem a quarta maior receita do Paraná, com R$ 10,1 bilhões. O ranking 500 Maiores do Sul é elaborado pela revista Amanhã com a auditoria da PwC. Não estão no ranking, mas também faturaram mais de R$ 1 bilhão, as cooperativas Cocari e a Unimed Curitiba.


Mais exportações...

O Brasil precisa exportar mais produtos agrícolas não tradicionais, além de fazer acordos comerciais com países e blocos econômicos, exigir reconhecimento pela qualidade e sustentabilidade da produção agropecuária e importar mais como forma de intensificar o fluxo comercial agrícola global. A conclusão foi apresentada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento da Câmera dos Deputados. Maggi exemplificou os pescados como um produto agrícola com o qual o Brasil tem participação ínfima em exportações, de apenas 0,2% no mercado mundial. “Em 58% de tudo o que se comercializa no mundo, o Brasil não participa”, lamentou.

... e mais reconhecimento

Maggi ainda lembrou que outros países precisam reconhecer que o Brasil tem feito produção agrícola sustentável — como não cultivar em ambientes de Reserva Legal (RL) e Área de Preservação Permanente (APP). “Deveriam (estrangeiros) fazer igual e, se não conseguem, reconhecer o esforço brasileiro e dar preferência aos nossos produtos”, advertiu. E disse já ter iniciado diálogos com ONGs internacionais a fim de atrair recursos para financiar iniciativas preservacionistas. Também defendeu a importância de o País participar de eventos que abordam o meio ambiente.


SANTA (E PRODUTIVA) CATARINA

O Valor Bruto de Produção dos principais produtos da agropecuária catarinense foi estimado em R$ 28,808 bilhões em 2016. Ou 16,2% maior que o alcançado no ano anterior, de 24,783 bilhões, que já tinha sido superior a 2014. “Essa expansão deixa claro que, apesar de todas as dificuldades econômicas recentes, a agropecuária contribuiu positivamente para o PIB catarinense em 2015 e 2016”, argumenta Reney Dorow, gerente da Epagri/Cepa. Os números são da Epagri/Cepa. Na foto, uma típica propriedade rural catarinense.


Parabéns à Revista PAB: 50 anos

A revista Pesquisa Agropecuária Brasileira (PAB), editada pela Embrapa, chegou aos 50 anos, e a edição especial comemorativa teve 300 páginas de artigos de especialistas brasileiros e estrangeiros sobre ameaças sanitárias à agropecuária brasileira. “Apesar do alto padrão tecnológico praticado pelos produtores brasileiros, nos últimos dez anos a agricultura no País sofreu perdas econômicas consideráveis em razão do ataque de pelo menos 35 novas pragas. Além disso, cerca de 500 espécies de pragas quarentenárias ainda apresentam potencial para causar danos significativos às nossas lavouras, e outras 150 ausentes do Brasil já estão em países da América do Sul, próximos de nossas fronteiras”, informa a Embrapa. A Revista PAB é mensal e pode ser acessada em http://seer.sct.embrapa. br/index.php/pab.