Notícias da Argentina

 

ALTERAÇÃO SOBRE A REDUÇÃO DAS RETENÇÕES

Ainda que tenha prometido uma nova redução nos direitos de exportação da soja, o presidente argentino, Mauricio Macri, anunciou que a diminuição das retenções à oleaginosa – que em um ano passou de 35% para os atuais 30% - será retomada em janeiro de 2018 em uma escala mensal de 0,5%, até dezembro de 2019, quando chegará a 18%, ao final do seu mandato de quatro anos. No entanto, os produtores de dez províncias do Norte argentino, que são os que mais esperavam pela queda porque têm menor produtividade por hectare e, em geral, estão mais longe dos portos, receberão uma compensação equivalente à redução prometida na campanha eleitoral de 2015. O valor recebido será o equivalente a 5% dos preços FOB da soja. Assim, os produtores das províncias de Corrientes, Misiones, Chaco, Santiago del Estero, Formosa, Tucumán, Salta, Jujuy, La Rioja e Catamarca serão favorecidos na colheita da próxima safra e logo serão integrados ao cronograma normal.


FORÇA PARA O CAMPO

A decisão sobre as restrições e compensações faz parte do novo Programa de Fortalecimento de Economias Regionais, que conta com recursos de 7,1 bilhões de pesos. “Estamos no caminho certo e vamos seguir para dar segurança ao futuro”, destacou Mauricio Macri. “O campo representa o setor que, por sua capacidade produtiva e diversidade geográfica, gera oportunidades para milhares de pessoas”, salientou. O ministro de Agroindústria, Ricardo Buryaile, por sua vez, agradeceu o apoio contínuo do setor e afirmou: “Queremos que todos os produtores façam parte dessa mudança que realizamos entre todos e para todos”.


TRIGO

A colheita dos primeiros lotes avançava lentamente sobre os núcleos do Norte do país, até o final do mês passado. Em torno de 50% dos 4,3 milhões de hectares implantados com o cereal nesta safra apresentam uma condição de umidade ótima, enquanto 42% mantêm um estado hídrico adequado e apenas 3% dos lotes registram condição regular.

SOJA

Nas terras do Exército argentino plantou-se muito mais soja do que milho. Isso ficou claro depois da primeira licitação pública realizada pelo governo em áreas pertencentes às Forças Armadas. Nos lotes destinados à soja houve oferta para 99% dos 4,4 mil hectares disponíveis. Já nas áreas de milho, houve oferta para 30% dos 5.452 hectares que podem ser ocupados.

LEITE

A cooperativa SanCor, uma das maiores indústrias lácteas da Argentina, iniciou um processo de redução na produção. Para enfrentar o passivo, a empresa precisou vender sua unidade de iogurtes e sobremesas e já começou a desativar parte da produção em uma das suas plantas. Esse é mais um sinal da grande crise que atravessa toda a cadeia leiteira do país.

CARNE

A pecuária do país foi representada pelo Instituto de Promoção da Carne Bovina Argentina (IPCVA) durante a Sial, feira de alimentação realizada em Paris no mês passado. Segundo o presidente do IPCVA, Ulises Forte, os exportadores argentinos receberam um importante número de consultas e realizaram bons negócios durante o evento, que é considerado o maior do mundo para o setor de alimentos.


PROJETO DE LEI DE SEMENTES

O governo argentino apresentou ao Congresso seu projeto para modificar a lei de sementes, que é de 1973. Segundo confirmou o chefe de gabinete do Ministério de Agroindústria, Guillermo Bernaudo, a iniciativa, que é a primeira lei impulsionada pela gestão atual, tem alguns pontos-chave, como regras específicas para o uso de sementes próprias e mudanças no pagamento às empresas detentoras das tecnologias.