Dupont Pioneer

 

Mudanças do MILHO em 15 anos

A 15ª edição do Encontro de Difusores de Tecnologia DuPont Pioneer, em Foz do Iguaçu/PR, abordou a evolução dos problemas e soluções do cereal desde 2002

Leandro Mariani Mittmann*
leandro@agranja.com

Mais de 23 mil pessoas desfrutaram das informações e orientações técnicas e econômicas sobre milho em 15 edições do Encontro de Difusores de Tecnologia Dupont Pioneer, promovido anualmente e em várias etapas em diferentes regiões produtoras do cereal. Neste ano, a Dupont Pioneer promoveu sete eventos distribuídos em Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Rio Grande do Sul, além do Paraguai, com 1.700 participantes entre profissionais da empresa, produtores, consultores e outros envolvidos com a cultura. “Procuramos levar os temas que tenham relevância temporal e que tecnicamente façam diferença”, destacou Frederico Barreto, líder em Marketing e Comunicação Brasil e Paraguai, no evento realizado em Foz do Iguaçu/PR, no mês passado. Conforme Barreto, as palestras enfocam temas relacionados a mercado e inovação. A edição de 2016 é diferenciada, visto que é o ano do 90º aniversário da Pioneer.

Entre as palestras de Foz do Iguaçu, que reuniu 280 pessoas, o engenheiro agrônomo Itavor Nummer, líder em Agronomia Brasil e Paraguai da Dupont Pioneer, elaborou uma linha do tempo do milho na agricultura brasileira ano a ano. A começar, lembrou Nummer, em 2002, a segunda safra do cereal ocupava 2,9 milhões de hectares, e o milho safra, outros 13 milhões. “A safrinha não tinha força econômica”, definiu. Desde então, a segunda safra ganhou mais espaços, para 10 milhões de hectares em 2016 (ante 5 milhões da primeira safra), e, portanto, mais relevância, inclusive com o lançamento de híbridos específicos pela empresa. O especialista descreveu ainda os avanços tecnológicos e técnicos desde 2002, como, por exemplo, a adoção da transgenia, o aumento da população de plantas por hectare que promoveu o incremento das produtividades e as diferentes pragas, doenças ou daninhas de cada época. “A produtividade aumentou 3,5 sacas por hectare em média por ano de 2002 a 2016 com genética e adoção de tecnologia”, resumiu.

“Procuramos levar os temas que tenham relevância temporal e que tecnicamente façam diferença”, destacou Frederico Barreto, líder em Marketing e Comunicação da DuPont Pioneer

O engenheiro agrônomo da empresa Josemar Foresti mostrou em números os resultados das pesquisas da empresa sobre a importância do tratamento de sementes para evitar danos das pragas iniciais, especificamente lagarta- do-cartucho e percevejo-barriga-verde. Lembrou que o plantio do milho na sequência imediata da colheita da soja tem facilitado a propagação de pragas que atacam as duas espécies. Já Ana Beatriz Locatelli, responsável pelos programas de melhoramento para a Região Sul da empresa, expôs como obter um novo híbrido, as novas tecnologias que surgiram ao longo do tempo e técnicas como a genotipagem, que trabalha com o DNA da planta, e a CRISPR-Cas9, que é a inserção de genes na planta. “É mais acertiva e direta”, sintetizou Ana. “O percentual de sucesso é maior”.

O jornalista esteve no evento a convite da Dupont Pioneer