Primeira Mão

 

São Desidério no topo

O baiano São Desidério é o município de maior valor de produção agrícola no Brasil, segundo a pesquisa Produção Agrícola Municipal, elaborada pelo IBGE. No ano passado, as lavouras são-desiderianas geraram 1,1% da produção brasileira, ou R$ 2,8 bilhões em valor, com destaque para o algodão, responsável por 52,9% desse montante. Já a soja contribuiu com 39,6%, o que faz do município o quarto maior produtor da oleaginosa. Em segundo lugar em valor de produção, o mato-grossense Sorriso, onde soja e milho contribuíram muito para a fatia de 0,9% da produção agrícola nacional, ou R$ 2,5 bilhões. E o município é o primeiro em área plantada, com mais de 1 milhão de hectares. Já entre os estados, São Paulo está na frente, com 14,9% da produção nacional, seguido do Mato Grosso, com 13,9%, e Paraná, com 12,7%.


2,4 bilhões

Eis o tamanho do prejuízo causado pela estiagem no milho do Mato Grosso. O número, apurado pelo Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea), decorre das 7,2 milhões de toneladas projetadas no início da safra e que não foram colhidas, multiplicadas pelo preço médio de R$ 20,29 a saca. A 10ª estimativa de produtividade também revisou os dados de produtividade para 74,22 sacas por hectare, em uma área de 4,25 milhões de hectares, e a colheita deverá atingir 18,9 milhões de toneladas.


Frutos da missão Ásia

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, anunciou que a sua missão na Ásia poderá render ao Brasil entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões em investimentos e novos mercados. “Essa é uma expectativa. O Governo estimula o setor e cria regras. Mas quem faz (a negociação) é a iniciativa privada”, explicou. Maggi e uma delegação de representantes de 40 empresas passaram 25 dias em sete países asiáticos, incluindo a China. A missão integra a estratégia brasileira de elevar de 7% para 10% a participação no comércio agrícola mundial. “Mostramos lá fora que o Brasil tem um ativo ambiental muito grande. Nossas reservas, nossas florestas não podem ser convertidas em atividades agropecuárias. Quando alguém acessa um produto brasileiro, está comprando um pacote ambiental e social”, lembrou. Segundo Maggi, em 2030 a classe média asiática será composta por 3,2 bilhões de pessoas – um mercado e tanto para a agropecuária brasileira.


192 sacas de soja por hectare

Sim, tal produtividade foi possível. Foi a média colhida pelo agricultor americano Randy Dowdy, o recorde mundial de produtividade, desempenho obtido para o Concurso de Produção de Soja do estado da Geórgia. A performance é quatro vezes a média brasileira e também americana. Para se ter uma ideia da dimensão da produtividade, hipoteticamente, se cada hectare brasileiro de soja atingisse o desempenho, a safra brasileira seria de inimagináveis 633 milhões de toneladas de soja, seis vezes mais que a safra atual.


Recorde em nutrição

O volume de entrega de fertilizantes aos produtores em agosto foi o maior mensal até hoje: 3,92 milhões de toneladas, 9,9% superior ao mesmo período de 2015. A maior entrega tinha ocorrido em setembro de 2014, de 3,91 milhões de toneladas. As estatísticas são da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). No acumulado de oito meses de 2016, as entregas somaram 20,45 milhões de toneladas, 10,3% a mais que o mesmo período de 2015, e 3,2% sobre 2014. A tendência avaliada no setor é que 2016 supere 2014.


ANUÁRIO BRASILEIRO DE TECNOLOGIA EM NUTRIÇÃO VEGETAL

Já está disponível para download o Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal, versão 2016, da Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo). O livro, que custa R$ 50, contém informações sobre tecnologia em nutrição vegetal e seus conceitos, além de muitos dados desse mercado. Entre as informações interessantes, consta que o faturamento no ano passado foi de R$ 5,2 bilhões, crescimento de 13% sobre o ano anterior, e que 41% das vendas são destinadas à soja. Quer saber mais? http://abisolo.com.br/ publicacoes.php.


Bayer & Monsanto

Por US$ 66 bilhões, a alemã Bayer comprou a americana Monsanto, em negócio anunciado no mês passado, após meses de negociação. “Isso representa um grande passo para nosso negócio Crop Science e reforça a posição de liderança global da Bayer como empresa de ciências da vida, impulsionada pela inovação e que ocupa posições de liderança em seus principais segmentos, entregando valor substancial a acionistas, clientes, funcionários e sociedade em geral”, disse Werner Baumann (à esq.), CEO da Bayer AG. “Acreditamos que a fusão com a Bayer traz muito valor aos nossos acionistas, principalmente por conta da contraprestação à vista”, complementou Hugh Grant (à dir.), presidente e CEO da Monsanto. Bayer e Monsanto juntas representam um quarto do mercado mundial de defensivos e sementes, e a fusão ainda depende do aval de organizações reguladoras.


FÔLEGO AO ENDIVIDADOS

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou no mês passado a renegociação de dívidas de produtores do Centro-Oeste, Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e Espírito Santo. Os produtores desses locais vinham apresentando dificuldade em pagar suas dívidas com as instituições financeiras em razão de perdas para a seca na safra 2015/16. “A medida dá fôlego ao produtor para honrar seus compromissos e obter novos recursos para a próxima safra”, argumentou Neri Geller, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Segundo ele, a renegociação atendeu reivindicação dos produtores junto ao Governo.


Receita menor, mas...

Os produtores brasileiros, no somatório, deverão ter uma receita bruta 2% inferior em 2016 ante o ano passado. Ou R$ 339,3 bilhões, o tamanho do Valor Bruto de Produção (VBP), que mensura a renda antes da porteira. Clima adverso em muitas regiões e baixa nos preços explicam o recuo. No caso da soja, por exemplo, que representa 23,5% do VBP total das lavouras, o valor encolheu 2,1%, para R$ 126,9 bilhões. E mesmo com a queda de produção de milho e algodão, os bons preços deverão elevar seus faturamentos: o VBP do algodão será maior em 21,4% (para R$ 4,1 bilhões) e o cereal, 11,2% (R$ 50,8 bilhões). Já a cana teve queda de 7,2%, de R$ 56,1 bilhões para R$ 52,1 bilhões.


DÁ-LHE BUROCRACIA!

A burocracia na operação dos portos brasileiros deve custar, segundo estudo elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), algo entre R$ 2,9 bilhões e R$ 4,3 bilhões, em consequência dos custos administrativos e da demora para liberação das cargas. Conforme o levantamento, a lentidão nas operações é causada pelo dispêndio de tempo para a documentação, a redundância de processos e a sobreposição de competências dos organismos. “A burocracia desvia esforços para finalidades improdutivas, aumentando os custos de produção e reduzindo a competitividade do País como um todo”, destaca o estudo da CNI.


... PIB maior

Já o PIB do agronegócio como um todo no primeiro semestre cresceu 2,45% em relação ao mesmo período de 2015, segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). E o número específico da agricultura foi ainda melhor, de 3,64%, enquanto a pecuária recuou 0,4%. Todos os segmentos do agro tiveram expansão no semestre, com destaque ao desempenho da atividade primaria, “da porteira para dentro”, cuja expansão foi de 3,05%, visto à alta de preços agrícolas de janeiro a junho, que compensaram o recuo na produção