VII Congresso Andav

 

Perspectivas POSITIVAS para o agronegócio

A sétima edição do Congresso Andav – Fórum & Exposição, promovido pela Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), no mês passado, em São Paulo, reuniu representantes do setor e autoridades do agronegócio

A sexta edição do Congresso Andav – Fórum & Exposição, evento realizado pela Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), em agosto, em São Paulo, debateu os rumos do segmento de distribuição de insumos agrícolas e veterinários, assim como traçou perspectivas para o agronegócio brasileiro. Estevan Bento, diretor da Andav no Espírito Santo e Rio de Janeiro, apresentou novos dados – auditados pela PwC – sobre o setor de distribuição de insumos agropecuários. Em 2015, os associados representavam 1.403 pontos de vendas, o que corresponde a 20% do mercado de distribuição. O segmento como um todo contabiliza 5.970 representantes em distribuição de sementes, fertilizantes, defensivos e medicamentos, 36% do valor total do faturamento da cadeia, ou seja, R$ 34 bilhões.

Henrique Mazotini, presidente executivo da Andav (no telão). “Nossa proposta é apoiar o agricultor para que sejam atingidos novos patamares de produtividade”

E o setor ainda gera mais de 87 mil postos de trabalho direta e indiretamente. Pela Andav, Salvino Camarotti, presidente do Conselho Diretor, e Henrique Mazotini, presidente executivo, destacaram um panorama sobre as profundas mudanças socioeconômicas e políticas em andamento no Brasil. E reforçaram o agronegócio como o setor que mais se destaca no País neste momento desafiador. “Para o próximo ano, esperamos atingir um crescimento de pelo menos 10% na safra em relação ao ano anterior. Nossa proposta é apoiar o agricultor para que sejam atingidos novos patamares de produtividade”, ressaltou Mazotini.

O secretário nacional de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, representando o ministro Blairo Maggi, pontuou o contínuo crescimento do setor. “Os preços dos estoques têm a tendência de se ajustar e, para isso, a indústria precisa fazer a sua parte. A expectativa é crescer e não recuar”, lembrou. Antônio Carlos Costa, gerente do Departamento de Agronegócios da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), abordou aspectos econômicos e políticos e seus impactos no agronegócio. “É com olhar positivo que chegamos neste momento. Há uma melhora da economia e na recuperação do otimismo”, disse.

Salvino Camarotti, presidente do Conselho Diretor da Andav, destacou um panorama sobre as profundas mudanças socioeconômicas e políticas em andamente no Brasil

A confiança do segmento na economia brasileira subiu 40 pontos em relação ao último levantamento, passando de 43,8 para 83,8, de acordo com dados da Fiesp. “Para 2017, se o Governo conseguir realizar o ajuste fiscal, com redução da taxa Selic e crédito a juros razoáveis, a confiança se manterá sustentável. No momento, devemos comemorar a retomada da confiança no setor e trabalhar para que o futuro se mantenha estável”, concluiu. Fabiana Alves, diretora de Rural Bank do Rabobank, apresentou as mudanças no cenário do agronegócio nacional e seus impactos para a concessão de créditos. “As perspectivas de crescimento são positivas. O agronegócio contribui muito para o PIB do Brasil. O setor depende de financiamento e por isso é importante a parceria com instituições financeiras”, avaliou. José Roberto Mendonça de Barros, economista e fundador da MB Associados, destacou os desafios no sistema de produção, o investimento em novos produtos, na exportação e na questão distributiva. Já o secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, falou sobre a preocupação com a sustentabilidade e o controle de agroquímicos.

Estratégias de gestão — Francisco Beduschi Neto, gestor de projetos e coordenador da iniciativa de pecuária do Instituto Centro de Vida (ICV) falou sobre a sustentabilidade econômica, social e ambiental da gestão. E lembrou: “Afinal, por que se fala tanto de pecuária sustentável?”, questionou. E acrescentou que apenas 25% da pastagem pertencentes aos biomas Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado estão em boas condições. Já Bob Higby, ex-presidente da Independent Agribusiness Professional (IAP), contou que os fatores que garantem o sucesso de um distribuidor independente são o compromisso com sua própria empresa, com os outros integrantes, com a liderança, com o estatuto, reforçando assim as políticas da empresa junto a seus fornecedores. “Se você está entrando em uma organização para benefício próprio, não vai dar certo. Mas se você pensar no grupo, será beneficiado”, concluiu.

Neri Geller, secretário nacional de Política Agrícola do Ministério da Agricultura: “A expectativa é crescer e não recuar”

Edson Bouer, responsável pelo Prêmio Best Innovator, explicou como a excelência na gestão de inovação impulsiona o crescimento rentável. E Celso Luiz Moretti, chefe do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, apresentou o tema “O futuro da pesquisa da produção de alimentos: a distribuição como difusor da tecnologia”, quando ressaltou que, até 2050, será preciso aumentar a produção de alimentos, mas sem desmatar novas áreas. E por isso o crescimento tem de ser vertical, o que implicará em mudanças e investimentos tecnológicos.

Relacionamentos e premiação — O amplo relacionamento entre expositores e distribuidores de insumos agrícolas e veterinários também foi destaque no evento. A interação entre os públicos foi o principal estímulo para a geração de negócios. Para Mazotini, um dos destaques do evento da programação foi o fluxo de visitantes e de congressistas, tanto nas plenárias quanto na área de exposição das empresas.

A Andav também entregou o primeiro prêmio para as melhores ações educacionais apresentadas por seus associados. Os ganhadores foram os seguintes: 3 Tentos, de Santa Bárbara do Sul/RS, com o projeto “Produzir Mais”, que desenvolveu soluções personalizadas sustentáveis aos produtores rurais; a SC Tecnologia, de Recife, com o programa Rally do Melão, que realizou uma corrida de conscientização sobre a fruticultura regional no padrão de regularidade; e a Agro Amazônia, de Cuiabá, com o projeto educacional Horta na Escola, que levou para a sala de aula as melhores práticas para a criação de uma horta comunitária.