Reportagem de Capa

 

SEGREDOS DA MEGA PRODUTIVIDADE

Os campeões do concurso Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja superaram até mesmo o fenômeno climático El Niño para atingir produtividades superiores a 100 sacas/hectare, mais que o dobro da média brasileira. Mas por que eles são tão bons no que fazem? Pois A Granja foi conversar com os cinco campeões regionais e com seus consultores, que revelaram as fórmulas – e as formas – das produtividades dos sonhos de qualquer produtor

Leonardo Gottens

Em seu último levantamento da safra 2015/16, divulgado em agosto, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) diminuiu sua projeção para a safra de soja em 0,8% em relação à de 2014/15, de 96,2 milhões para 95,4 milhões de toneladas. A retração ocorre mesmo com um aumento de área cultivada de 3,6% na mesma comparação, subindo de 32,1 milhões para 33,2 milhões de hectares na safra atual. Os níveis de produtividade alcançados nesta temporada apresentaram rendimento médio de 2.870 quilos/hectare, 4,3% abaixo em relação ao ocorrido no ciclo anterior. Os números traduzem as dificuldades climáticas enfrentadas pelos produtores da oleaginosa em diversas partes do Brasil. Houve excesso de chuvas em Mato Grosso e Rio Grande do Sul, enquanto a estiagem castigou regiões do Paraná e do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). O fenômeno climático El Niño impactou alguns sojicultores na fase do plantio e outros no processo de colheita.

É nesse contexto que o Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb) promove mais uma edição do Desafio Nacional de Máxima Produtividade. Um concurso aberto a todos os sojicultores que aceitem a difícil missão de transpor dificuldades e barreiras para atingir níveis de excelência na produção da commodity. “Tivemos um ano extremamente complicado, diferente, em função das condições climáticas adversas. Perdas drásticas em todo o País. Mesmo assim, foram 4.400 inscrições neste ano e tivemos campeões com altíssimas produtividades, demonstrando que nada acontece por acaso, nada acontece de uma safra para outra ou de um ano para outro. São devidamente construídas, com histórico de plantio de solo, de coberturas, de uma porção de culturas que, mesmo com o clima complicadíssimo, ainda levantaram ótimos resultados. Esse é um diferencial deste ano”, comenta o diretor presidente do Cesb, Nery Ribas.

De acordo com o dirigente, o objetivo do Cesb e do Desafio é ser referência de produtividade de soja no Brasil. E um item importante nesse sentido é ser provocativo: “Provocar o produtor de soja brasileiro, dizer que é possível ter essa alta produtividade no País. Nós temos hoje diversos fatores convergindo, temos genética, condições muito propícias para alta produtividade. E temos conseguido mostrar isso nas últimas oito safras, através não só dos campeões, mas de diversos produtores que colhem acima de 60, 70, 80 sacas de soja/hectare”. Os cinco campeões regionais tiveram produtividade média de 105,516 sacas/ hectare nas áreas inscritas no concurso. Em todo o concurso, entre os 4 mil participantes, apenas 40 produtores ultrapassaram a marca das 90 sacas/ hectare, visto as quebras generalizadas de safra decorrentes das dificuldades climáticas.

“Queremos provocar o produtor de soja brasileiro, dizer que é possível ter essa alta produtividade no País”, lembra Nery Ribas, presidente do Cesb

Investimento em tecnologia gera retorno — O vencedor nacional, com 120,07 sacas/hectare, foi o produtor João Carlos da Cruz, de 39 anos, que pela primeira vez participou do concurso ao inscrever uma área de 12 hectares no município de Buri/ SP. Apesar de trabalhar formalmente como gerente de uma distribuidora de insumos, ele cultiva um total de 320 hectares em área arrendada – uma atividade que começou há apenas três anos.

João Carlos da Cruz, o campeão nacional, com mais de 120 sacas por hectare, obteve na área do concurso uma receita bruta por hectare superior a R$ 8,4 mil

O campeão conta que selecionou uma gleba que já vinha demonstrando taxa produtiva superior e realizou um trato especial, adotando sistema de plantio cruzado. Cruz admite que essa técnica requer mais investimento quando aplicada em grandes áreas normais porque exige o dobro de funcionários e de equipamentos. “Precisamos colocar um número de plantas maior do que o normal usado por produtores da região. E para isso precisaríamos trabalhar o arranjo espacial dessas plantas, para que, adensadas, elas tivessem uma capacidade fotossintética e de respiração ativa. Então, não era apenas aumentar o número de sementes por metro, mas procurar fazer esse arranjo espacial de plantas”, conta.

O produtor explica que fez uma adubação especial, mas utilizou o mesmo fertilizante da área comercial. Como plantou mais sementes por hectare, também alimentou essa soja de acordo: “Colocamos 600 quilos por hectare, sendo 300 no primeiro plantio, e 300 no segundo, o que cruzamos. Um detalhe interessante foi o seguinte: no primeiro plantio, plantamos com o sulcador, que chamam de ‘botinha’; no segundo, alteramos a plantadeira, tiramos o sulcador e colocamos o disco. Mas mantendo a quantidade de adubo e a quantidade de sementes do primeiro para o segundo plantio. Depois, começamos a aplicação de inseticidas e fungicidas, sempre associada à nutrição via folha. Usamos três aplicações de bioestimulantes junto com micronutrientes e usando uma dose mais elevada – sempre com associações de tanque. Estávamos procurando juntar os benefícios dos fungicidas”, revelou ele À Granja, em O Segredo de Quem Faz da edição de agosto.

Em termos de custos, Cruz afirma que houve uma análise criteriosa e profissional, não considerando apenas insumos e mão de obra, mas o custo total: arrendamento, armazenagem, transporte, assistência técnica, escritório, etc. “Na nossa área normal tivemos um investimento por hectare, avaliando tudo isso, de R$ 2.309,67. E o custo da área do Cesb foi de R$ 3.480,86. E o que aconteceu? A receita bruta da área normal foi de R$ 4.760,00, contra uma receita da área do Cesb de R$ 8.404,90. Investiu-se mais e houve retorno, principalmente pela valorização do grão com a alta do dólar e do bushel da soja”, explicou.

Nutrição especial — Consultor da área campeã nacional, o engenheiro agrônomo Roberto Ishimura conta que incentivou o agricultor a participar do concurso e o orientou nessa estratégia de aliar alta população à nutrição especial para conseguir o melhor plantio possível. Ele aponta que o excesso de chuvas na região e o controle de doenças foram os principais desafios enfrentados, mas que foram contornados através de controle químico feito com seis aplicações de fungicidas misturados a protetores.

De acordo com Ishimura, a importância do Desafio Nacional de Máxima Produtividade para a agricultura brasileira é o de estimular a aplicação de alta tecnologia e investimento também nas áreas comerciais, sempre avaliando sua viabilidade de custo/benefício. Como profissional da agricultura, ele conta que traz muito do conhecimento obtido no concurso para usar em sua atividade diária, como, por exemplo, “os manejos mais responsivos em produtividade com viabilidade econômica e operacional”. Segundo o especialista, é possível estender essa valiosa informação através da divulgação dos cases campeões em fórum regionais do Cesb, onde há disponibilização de palestras dos consultores campeões. “A alta produtividade é feita dos acertos de centenas de milhares de detalhes”, resume.

Edson Agnes, campeão com os irmãos da Região Centro-Oeste, em Diamantina/DF, em área irrigada, com 107 sacas/ hectare: Desafio permite a troca de informações

Solo turbinado para oferecer o melhor à planta — Na categoria área irrigada, o vencedor foi Flávio Luiz Agnes, de 73 anos, que colheu 109,24 sacas/hectare na Fazenda Tio Pedro, em Planaltina/DF. A propriedade é conduzida em conjunto pelo trabalho de seus cinco filhos – entre eles Edson Carlos Agnes, que é o responsável técnico pela produção. A família, originária da cidade de Selbach/ RS, teve a oportunidade de adquirir áreas para plantio de soja e outras culturas na região de Brasília em 1983, após conhecer o trabalho de abertura do cerrado e preparação dessas terras que nunca haviam sido cultivadas. “Na safra 2013/2014, após observar que a soja vinha se destacando em termos de produtividade, vimos como uma boa opção o plantio dela e apostamos em materiais de grande potencial que cultivamos até hoje”, relembra Flávio Agnes.

O prêmio aconteceu logo na primeira safra após decidiram se inscrever no Desafio: “Quando conseguimos alcançar um objetivo e mostrar para nós mesmos que temos a capacidade de obtermos sucesso em nossas atividades – desde que seja com um custo- -benefício adequado – então teremos um sentimento de vitória”. Entre os benefícios, o agricultor destaca a possibilidade de troca de informações e experiências e a busca constante pelo conhecimento das necessidades do solo e das plantas.

A família Agnes contou com o auxílio do consultor em nutrição de plantas Maurício Sanches, que lista as principais razões do excelente resultado obtido. Em primeiro lugar, a diversificação de culturas no sistema de produção, o que auxilia no convívio com as doenças, além da correção do solo ao longo do tempo para construir um perfil que possibilite à soja ter mais acesso à água. No caso específico do campeão, foi necessário corrigir as deficiências dos elementos enxofre e boro, por meio de fonte com tecnologia diferenciada para suprir a demanda durante todo o ciclo da cultura, principalmente em momentos específicos, como o florescimento e enchimento de grãos.

Nesta safra, a produtividade média brasileira foi de 2.870 quilos/hectare – ou 47 sacas, 4,3% abaixo da anterior, em razão dos problemas climáticos em diversas regiões

Sanches menciona ainda como diferenciais a genética com elevado potencial produtivo da soja, utilizando sementes de boa qualidade e procedência, e protegidas via Tratamento de Sementes Industrial de alta eficácia, além da utilização de micronutrientes e nutrição fisiologicamente equilibrada do início ao fim do ciclo. Por fim, o especialista aponta a importância da Fixação Biológica do Nitrogênio, que estimula a nodulação e a fixação biológica do nitrogênio, suprindo integralmente a alta demanda de elemento da cultura, especialmente na fase de formação dos grãos.

O especialista aponta como principal dificuldade na safra as condições climáticas da região. “Embora fosse uma área irrigada, tivemos limitação para utilizar esse recurso”, descreve. “Porém, atualmente possuímos tecnologias que agregam e minimizam esses efeitos causados pelo clima, como por exemplo a opção de utilizar produtos que estimulam o crescimento radicular e assim reduzir eventuais efeitos de um veranico, devido as plantas desenvolverem raízes mais profundas e obter maior aproveitamento da água e nutrientes do solo. Esse efeito também é favorecido pela formação do perfil do solo, que foi bem trabalhado nessa área”.

De acordo com o consultor, a importância do Desafio de Máxima Produtividade está, além de compartilhar informações para toda a cadeia agrícola, no incentivo aos produtores e consultores técnicos para que desenvolvam técnicas de manejo visando atingir a excelência, porém com boas práticas agronômicas, aliando sustentabilidade e rentabilidade. Segundo ele, o aumento de produtividade é possível também em larga escala, mas para isso é preciso rever o manejo e aprimorar o que for necessário para elevar essa produtividade. Ele defende a importância de considerar a nutrição de plantas como um investimento, e não apenas como custo, porque estão em jogo materiais genéticos de alto potencial, o que demanda maior aporte de macro e micronutrientes.

Sanches destaca que a troca de informação é o principal benefício que o profissional especializado leva dessa iniciativa: “Unimos experiências práticas de diversas regiões do País e isso é um grande benefício a todos, conhecimento e informação precisam ser compartilhados”. Segundo ele, o que foi realizado na área campeã do concurso é algo que pode ser implementado em qualquer fazenda na qual se deseja elevar a produtividade. Defende ainda que é preciso divulgar resultados e práticas agrícolas por meio da mídia, de fóruns e dias de campo para levar essa informação ao produtor e assim elevar a média nacional de produtividade com economia.

Pai e filho unem gerações na busca da produtividade campeã — Vencedor nacional na edição anterior do Desafio, este ano Vilson Hilgemberg conquistou a premiação regional Sul, ao colher 114,85 sacas/hectare, na Fazenda Palmeira, em Ponta Grossa/ PR. Mais uma vez seu consultor foi o próprio filho, o engenheiro agrônomo Alisson Hilgemberg, destacando que a união de gerações pode ser um fator de sucesso na atividade agrícola. “Juntei meu conhecimento de campo com a parte técnica dele”, revela Vilson, que garante não fazer nada diferente para vencer o concurso. Segundo ele, o que aplica na área escolhida para a competição é a mesma tecnologia e os cuidados usados em toda a propriedade.

Segundo o vencedor, seu diferencial é a prática de 30 anos de plantio direto. “É o carro-chefe do Brasil. Se não fosse o plantio direto, com certeza nosso solo já estaria todo dentro do rio. Imagine em uma safra como a do ano passado, que choveu 2.850 milímetros, em plantio convencional, o que teria acontecido com as áreas? Ia levar tudo embora”. O filho Alisson corrobora a importância do plantio direto e acrescenta a condição do solo e a qualidade dos processos empregados na fazenda. Ele destaca que as tecnologias utilizadas estão disponíveis para todos os agricultores – o que proporciona uma condição de igualdade. “A diferença é no posicionamento, no jeito que se faz e na condição do solo que está dentro da propriedade”, diz ele.

Assim como os outros vencedores do Desafio, o engenheiro agrônomo aponta o clima como o principal vilão no ano passado. “Não foi possível fazer as coisas na hora certa. Atrasou plantio, choveu demais. Choveu 1.000 milímetros a mais do que a média da região, que é de 1.600 milímetros. Foram muitos dias nublados, o que provocou ataque de lesmas, que comeram muito a soja no começo do desenvolvimento”, explica. “Também não conseguimos fazer a aplicação correta de fertilizantes. Quando secava um pouco tinha que plantar correndo pra recuperar o tempo perdido”, descreve. “Na parte de pulverização, tivemos que diminuir o intervalo das aplicações para tentar compensar a lavagem do produto pela chuva. Durante o ciclo, houve ainda pressão por causa desse clima muito úmido. Tudo isso atrapalhou o resultado. Tanto que no ano passado tivemos um resultado melhor do que esse ano (141,6 sacas/ ha). No entanto, tivemos que nos ajustar ao problema porque o clima não tem como controlar”, afirma Alisson.

Ele destaca que o comitê organizador do Desafio proporciona aos produtores a oportunidade de conhecer novas tecnologias e saber o que está sendo usado por outros agricultores que poderia ser aplicado em sua própria lavoura. Segundo ele, as altas produtividades dos campeões despertam a curiosidade dos demais, que se motivam para inovar, buscar conhecimento, testar novas tecnologias e assim melhorar seu rendimento. Alisson lembra que isso cumpre o objetivo final do Cesb, que é justamente aumentar a média de produção de soja no Brasil.

Aplicação das inovações — O consultor destaca ainda que, para ser vencedor, é fundamental ser aberto à inovação. Segundo ele, muitos vão a palestras, treinamentos, demonstrações, ouvem um professor de solo que mostra o caminho, mas chegam na propriedade e não aplicam nada. Ele sustenta que a formação de um perfil de solo não se consegue de um ano para o outro, mas pode levar entre cinco a dez anos para conseguir um resultado: “Vejo muito acontecer, o produtor vê um resultado como esses dos campeões e duvida, porque nunca viu acontecer. Não tenta entender qual o processo que está possibilitando a pessoa colher aquele resultado”, adverte.

Por fim, Alisson comenta sobre a experiência de trabalhar com o próprio pai – o que para muitos é um verdadeiro desafio: “As pessoas perguntavam como que a gente conseguia. Fácil não é, pelo conflito de gerações. Tem muito daquela história ‘eu já faço assim há 30 anos, e você vem dizer para mim que precisa mudar’. Então, aos poucos tem que ir provando do que você é capaz, que vai dar resultado, e vai adquirindo confiança. A sua própria e dos outros no seu trabalho. Às vezes os de fora valorizam mais do que os de dentro, mas tem que ter paciência. Faz oito anos que estamos juntos, com muita briga”, brinca o filho.

Ele destaca ainda a importância do Desafio e de outras iniciativas similares em manter o jovem no campo. “Você não sabe toda teoria quando sai da universidade. Se acha que se formou em agronomia e é ‘o bicho’, está enganado! Vai apanhar! Primeiro tem que buscar conhecimento, através disso ele vai ter melhora de rentabilidade, mais eficiência nos processos. Pode ser que, se o pai dele está sofrendo e não está tendo retorno, ele pode aplicar tecnologia e conhecimento e modificar a situação. É esse retorno que vai manter a pessoa dentro da atividade”, explica. “Vejo acontecer muito de o jovem abandonar a atividade porque viu o pai sofrer a vida inteira sem resultados. Só que às vezes, se ele tivesse aplicado tecnologia e conhecimento podia ter melhorado a renda da família. Esse é o caminho. Inovar, estudar, aperfeiçoar-se, nunca achar que sabe tudo, escutar o mais experiente, porque todos aqueles anos de experiência são válidos. Por isso deu certo com meu pai”, conclui.

Rui Gaio, de Correntina/BA, vencedor da Região Norte/ Nordeste, com 82,79 sacas/ hectare: “Sempre fui curioso, sempre viajei, fui atrás de tecnologias”

Um estranho no ninho vira campeão — Vencedor da Região Norte/ Nordeste com 82,79 sacas/hectare no município de Correntina/BA, Rui Luiz Gaio conta que a agricultura não era a atividade de sua família. Formado em arquitetura, o campeão explica que optou por ser produtor rural pelas dificuldades de mercado na sua profissão. Comprou terras na Bahia e, após alguns anos, acabou gostando do campo. Revela que se inscreveu no Desafio porque sempre foi muito curioso, e se sentiu atraído pelo prêmio oferecido de ir aos Estados Unidos para conhecer a agricultura de lá. “Sempre fui curioso, sempre viajei, fui atrás de tecnologias”, revela.

E doze anos depois de iniciar na agricultura na Bahia, Gaio começou a ter mais acesso à tecnologia. Ele lembra que antigamente estavam disponíveis apenas duas cultivares de soja, e depois chegaram variedades mais produtivas. Por dez anos plantou algodão, soja e milho, mas como uns dois anos atrás observou que o mercado de algodão ia ficar complicado e o risco de quebrar era muito grande, resolveu voltar para soja e milho e abandonar a pluma, inclusive toda a infraestrutura para a cultura. “Mas o algodão propicia um trabalho de solo muito bom e você consegue um nível de fertilizante muito mais alto também em função dos níveis de insumo que você coloca”, explica Rui. De acordo com ele, a área bem preparada é um diferencial de sua fazenda, e que na safra anterior parte da soja foi plantada sem adubação.

Dicas dos especialistas: calagem, rotação de culturas, precisão no plantio, velocidade recomendada para a semeadora, qualidade de semente, aplicação de fungicidas, adubação foliar e aplicação hormonal

Ele cita ainda a inoculação, que não é muito cara e pode se tornar um diferencial para a alta produtividade. A recomendação é de uma dose do inoculante por hectare, mas o produtor conta que foi fazendo testes para aumentar as aplicações, e hoje usa dez doses por hectare. “Coloco mais porque notei que se você adicionar mais que a norma e a literatura recomendam, você consegue níveis maiores de produtividade e sempre equilibra os teores de macro e micronutrientes. Além de rotação de culturas, trabalho com fungicidas bem no início do desenvolvimento para eliminar aquelas folhas que vão ficando mais velhas e vão se deteriorando, tentando assim conservar o verde até o fim”, revela.

Consultor do campeão, o engenheiro agrônomo Ivair Gomes conta que usou uma tecnologia diferenciada, com coleta de solo sem contaminação das amostras e buscou atender a plantação com todos os elementos que a planta necessita. Ele ressalta também a importância de ter escolhido uma variedade que se adapta melhor à região, além de fazer o tratamento químico de sementes, aliado ao uso de produtos biológicos para impedir o ataque de pragas e doenças. E também fez aplicações preventivas de fungicidas.


Especialista lembra: as técnicas e tecnologias estão disponíveis a todos