Aqui Está a Solução

 

IRRIGAÇÃO POR PIVÔ

Qual é a área irrigada por pivôs atualmente no Brasil e quais regiões concentram o uso dessa tecnologia? Obrigado pelas informações.

Felipe Silveira Netto Araçatuba/SP

R- Caro Felipe, um estudo divulgado este ano pela Embrapa e pela Agência Nacional de Águas (ANA) indica que o Brasil tem cerca de 20 mil pivôs centrais irrigando uma área de 1,275 milhão de hectares. Dessa forma, o Brasil está entre os dez países com maior área irrigada no planeta. Mesmo assim, existe potencial para aumentar em cinco vezes as lavouras com essa tecnologia. O relatório da Embrapa e da Ana compilou informações até 2014. Segundo a pesquisa, houve um aumento de 43% no uso de pivôs entre os anos de 2006 e 2014. O levantamento foi realizado por meio de imagens de satélite em todo o território nacional, e foram identificados pivôs em 22 Unidades da Federação. No entanto, 80% da área irrigada estão em quatro estados: Minas Gerais, Goiás, Bahia e São Paulo. O estudo também registrou uma forte expansão da atividade nos últimos anos em Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Os maiores polos de irrigação, entre os 16 identificados, encontram-se nas bacias hidrográficas dos rios São Francisco e Paraná, sendo que esta última concentra 50% dos pivôs centrais do País. Mais informações sobre o trabalho podem ser acessadas no site da Embrapa (www.embrapa.br).


ANÁLISE DE SOLO

Quais os principais procedimentos indicados para uma correta amostragem com a finalidade de análise de solo? Obrigado.

Gabriel Moraes Bagatini Lagoa Grande/MG

R- Para que os resultados de uma análise química de solo tenham validade e representatividade, é indispensável o máximo cuidado e critério na coleta de amostras que deverão ser enviadas aos laboratórios. Segundo orientações da Embrapa, os esquemas de amostragem podem ser divididos em duas categorias: ao acaso e sistematizada. Amostragem ao acaso: nesse esquema, a área a ser amostrada deve ser dividida em glebas de até dez hectares, numerando-se cada uma delas. As mesmas devem ser homogêneas quanto ao uso anterior, tipo de solo e aspecto geral da vegetação. As glebas são percorridas em zigue-zague, retirando-se 20 amostras simples, que devem ser misturadas, separando-se uma amostra composta de 1 quilo para ser enviada ao laboratório. Com a introdução dos conceitos e das tecnologias da agricultura de precisão (AP), a amostragem sistematizada das áreas tem sido recomendada. O procedimento que tem sido mais utilizado para a amostragem sistematizada (com o uso do GPS) é o estabelecimento de grades espaçadas regularmente no campo.

O tamanho da grade de amostragem é influenciado pela magnitude da variabilidade dos atributos dos solos. Assim, a recomendação do espaçamento das grades pode variar em função da resolução desejada (precisão) associada aos custos. Empresas prestadoras de serviços em AP têm adotado grades amostrais variando entre 2,5 e dez hectares. No caso de lavouras cultivadas no sistema de preparo convencional do solo, são recomendadas amostragens das camadas de 0 cm a 20 cm e de 20 cm a 40 cm. Para lavouras com plantio direto consolidado (mais que cinco anos), as camadas devem ser de 0 cm a 10 cm e de 10 cm a 30 cm. A coleta de amostras de solos na camada subsuperficial (20 cm a 40 cm) é indicada para uma caracterização inicial da área (na primeira vez que se analisa o solo) e sempre que se queira detectar a necessidade ou não de aplicação de gesso agrícola. Em áreas já cultivadas, é importante que as amostras simples sejam coletadas em pontos distribuídos nas entrelinhas e nas linhas de semeadura da cultura anterior. As linhas adubadas em cultivos anteriores apresentam resíduos de fertilizantes que podem levar a uma superestimativa da disponibilidade de nutrientes, por isso, é preciso mesclar os pontos de coleta.