Primeira Mão

 

São Pedro em um clic

Quer saber se vai chover? Acesse www.tempocampo.org, o Sistema TempoCampo criado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). A proposta do TempoCampo é apresentar cenários de previsão dos efeitos do clima sobre a produtividade e, assim, dar subsídios aos produtores. O sistema é consequência de diversos projetos de pesquisa da instituição. “Trata-se de uma robusta infraestrutura computacional e modelos calibrados para as condições brasileiras e permitem antever com boa acurácia o efeito do clima sobre o desempenho das culturas ao longo da safra, buscando contribuir para reduzir a incerteza do mercado e subsidiar as ações dos produtores”, conta o professor Fabio Marin, coordenador do projeto.

‘AGROPORTOS’ MOVIMENTADOS

As exportações do agronegócio atingiram US$ 52,8 bilhões entre janeiro e julho, crescimento de quase 1% em relação ao mesmo período de 2015. Já as importações caíram 12% em valores, para US$ 7,24 bilhões. E o setor representou praticamente a metade das exportações totais do País até julho, ou exatos 49,6%. Em julho, quando as exportações foram de US$ 7,81 bilhões (ante US$ 9,11 do mesmo mês de julho/2015), os cinco principais setores exportadores do agro foram complexo soja (39% do total), carnes (15,1%), complexo sucroalcooleiro (15%), produtos florestais (10,7%) e café (4,1%). Juntos, somaram 83,8% do total exportado.

Nasce a Albaugh Brasil

A empresa americana de defensivos Albaugh desembarcou na agricultura brasileira como Albaugh Brasil, com investimento inicial de US$ 300 milhões (até 2020) em infraestrutura fabril e pessoal. O objetivo é obter, em 2021, US$ 500 milhões de faturamento, cinco vezes mais que os US$ 100 milhões anuais de hoje. “Estamos comprando novos equipamentos de laboratório e fabricação, além de ampliar a capacitação dos funcionários, que são nosso principal foco, e promover equiparação salarial”, destaca o presidente da Albaugh Brasil, Renato Seraphim. A Albaugh, com fábrica em Resende/RJ, está por aqui desde 2005, por meio da subsidiária Atanor no Brasil, e, recentemente, com a aquisição da Consagro, a empresa passou a se chamar Albaugh Brasil. Com o lançamento da Albaugh Brasil, a empresa passa a comercializar no País cerca de 20 produtos em pós-patente.

2 bilhões...

...de reais: esse foi o valor destinado ao Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) na safra 2015/16. A linha financia tecnologias sustentáveis como a recuperação de pastagens degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta, sistema plantio direto, tratamento de dejetos animais, fixação biológica de nitrogênio e florestas plantadas. Na safra anterior, foram R$ 3,6 bilhões, e a redução deve-se ao aumento dos juros. Lançado em 2010, o Programa ABC já destinou R$ 13,2 bilhões em um total de 28,5 mil contratos com produtores e que beneficiaram 6,8 milhões de hectares, e está alinhado à Política Nacional de Mudanças sobre o Clima.

SEGUROS SEM DÚVIDAS

Dúvidas sobre o seguro rural podem agora ser sanadas a partir de uma cartilha elaborada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Federação de Agricultura do Paraná (Faep), Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar). O Guia de Seguros Rurais e Proagro detalha aspectos operacionais do seguro e os seus produtos. São apresentadas as modalidades de seguros disponíveis, como funcionam, o que deve fazer em caso de sinistro, como é apurado o prejuízo e como se dá o recebimento da indenização, assim como as regras do Programa de Subvenção ao Prêmio de Seguro Rural. É só acessar www.cnabrasil.org.br/sites/default/files/sites/default/files/uploads/ cartilha_seguro_rural_.pdf.

A TERRA DA CELULOSE

A partir do ano que vem, o Mato Grosso do Sul será o estado com a maior produção de celulose. A projeção é da diretora de Relações Governamentais e Institucionais da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Beatriz Milliet, que previu ainda que, até 2020, o estado vai atrair 64% de todo o investimento privado do setor. “Nós vemos o Mato Grosso do Sul com uma vocação muito forte para o eucalipto, pois tem condições geográficas e climáticas favoráveis, além de políticas para atração de investimentos do setor que nos levam a essa projeção realista”, afirmou no seminário Panorama do Setor Floresta Mundial, Brasileiro e Sul-Mato-Grossense. Nos últimos dez anos houve crescimento médio de 22% na área plantada de florestas no Mato Grosso do Sul.

Agro + = – burocracia

O ministro da Agricultura lançou o Agro +, um plano para tornar o seu ministério mais eficiente e com menos burocracia. “Queremos um Brasil mais simples para quem produz e mais forte para competir”, sintetizou Blairo Maggi em solenidade que teve a presença do Presidente da República em exercício, Michel Temer. O plano é composto por 69 medidas para modernizar normas e processos do ministério, como, por exemplo, o fim da reinspeção em portos e carregamentos saídos de unidades com Serviço de Inspeção Federal (SIF), ação que pode gerar a economia de R$ 1 bilhão ao ano em eficiência para Governo e setor privado.


Tudo sobre o 2,4D

O engenheiro agrônomo e pesquisador da Unicamp Luiz Lonardoni Foloni reuniu em um livro os resultados de pesquisas e estudos sobre o uso de defensivos, em especial o 2,4-D e a sua eficácia – desde que usado de maneira responsável e racional – para aumentar a produtividade das lavouras. O livro O Herbicida 2,4-D Uma Visão Geral (252 páginas, 20 capítulos) é um raio-x sobre o herbicida. “A ideia do livro é trazer luz aos fatos que permeiam a atividade agrícola, a partir de uma visão geral sobre o herbicida 2,4-D e a sua importância para o agronegócio”, afirma o autor.


Em busca de outras querências

A erva-mate busca cuias de outras querências. Em reunião no mês passado na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Erva-Mate, em Brasília, foi debatido sobre como aumentar a demanda em outras regiões além do Sul. “Mesmo com a área de produção relativamente pequena, o mercado enfrenta excesso de matéria-prima em algumas regiões. O fato de a erva ser conhecida pelo chimarrão ou tereré dificulta a expansão do mercado. Nossos objetivos são incentivar o consumo e fechar novos acordos comerciais”, argumentou o presidente da Câmara, Leandro Gheno.


O CAMPO EM NÚMEROS

A Embrapa disponibilizou incontáveis informações sobre a produção agropecuária brasileira acessíveis na base de dados desenvolvida pelo Sistema de Inteligência Estratégica da Embrapa, o Agropensa, a partir de informações do IBGE. “Trata-se de uma ampla base de dados coletados desde a década de 1990 fornecida por meio de uma plataforma amigável de painéis interativos (dashboards)”, descreve o coordenador do Agropensa, o pesquisador Édson Bolfe. Tudo está em ww.embrapa.br/agropensa.

O CAMPO EM NÚMEROS II

O presidente do IBGE, Paulo Rabello de Castro, garantiu no mês passado que ainda em 2016 começam os preparativos para o Censo Agropecuário, para que em 2017 sejam feitos os levantamentos a campo e, em 2018, os primeiros resultados sejam divulgados. O levantamento, previsto para ter começado no ano passado e, assim, ser publicado no ano que vem, vai custar R$ 1 bilhão. Além de uma série de números, o censo terá informações sobre meio ambiente e sustentabilidade.