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O agro brasileiro mostra-se ao MUNDO

Um seleto grupo de autoridades participou do Global Agribusiness Forum, evento promovido pela Datagro e de amplitude internacional que debateu agronegócio brasileiro para o mundo. “O Brasil deve muito à agricultura”, destacou um dos participantes, o presidente Michel Temer. Ele reconheceu que o setor responde por parte expressiva das exportações brasileiras, assim como contribui de maneira significativa para o PIB do País e para a geração de empregos. Temer disse que para voltar a atrair investimentos e crescer o Brasil precisa resgatar sua credibilidade, e ao trazer especialistas, autoridades, empresários estrangeiros, o fórum cumpriu um papel importante em tal missão ao colocar o agronegócio brasileiro sob o holofote dos tomadores de decisão internacionais.

Já o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, falou que, em cinco anos, o Brasil aumentará sua participação no comércio agrícola internacional de 6,9% para 10%. “Essa é a meta que estabeleci para o crescimento de nossas exportações”, afirmou. Segundo ele, a Ásia, e não apenas a China, é o principal mercado- alvo – mas sem ignorar Estados Unidos e União Europeia. Entre os produtos agrícolas, frisou que a pauta exportadora nacional é diversificada, já que o Brasil é líder em vários segmentos. Porém, enfatizou o potencial para aumentar sua produção de carnes, e também destacou a relevância do biocombustível etanol. Para ele, o Brasil preci- Jorge Metne sa atrelar a esse produto o conceito de sustentabilidade como um atributo, um diferencial mercadológico nas negociações internacionais.

O publicitário Nizan Guanaes lembrou que o agronegócio é a fonte de esperança da economia brasileira, é o mais organizado e com maior desenvolvimento tecnológico, mas que precisa se comunicar melhor com o mundo. Afinal, o mercado de alimentação está passando por uma revolução e, além de se comunicar, o setor precisa ficar atento para onde está indo o desejo do consumidor. “É preciso colocar uma coisa na cabeça do mundo: o Brasil é igual à comida, assim como comida é igual a Brasil”, ressaltou. “Se existe um lugar onde vamos dar certo, este lugar é o agronegócio”, acrescentou.