Aqui Está a Solução

 

CADASTRO VITÍCOLA

Qual é o prazo para o recadastramento de produtores de uva no Rio Grande do Sul este ano? E como posso obter informações sobre a forma correta de preenchimento? Grato pelas informações.

Thiago Prates
Flores da Cunha/RS

R- Caro Thiago, os viticultores têm até o mês de outubro para fazer o recadastramento vitícola. Realizado anualmente, o preenchimento é obrigatório para todos os produtores de uva gaúchos. A atualização pode ser feita via Internet, solicitando uma senha por e-mail para cnpuv.cadastroviticola@embrapa.br, ou em entidades parceiras, como sindicato dos trabalhadores rurais, sindicatos patronais, Emater, entre outras. São necessários os seguintes dados: CPF, inscrição estadual de todos os compradores de uva da propriedade e o formulário dos parreirais, que foi repassado ao produtor em 2015, para ser preenchido durante a colheita, com as informações de produção de uva de cada vinhedo.

“Nenhuma empresa produtora de vinhos e derivados da uva do Rio Grande do Sul poderá comprar matéria-prima de produtores que não declararam a safra do ano anterior da colheita. Assim, para vender a produção em 2017, o viticultor deverá ter prestado as informações da safra de 2016”, explica Loiva Maria Ribeiro de Mello, coordenadora do Cadastro Vitícola e pesquisadora da Embrapa Uva e Vinho. O não cadastramento pode gerar autuação por parte do Ministério da Agricultura ou da Secretaria da Agricultura do estado. Após prestar as informações, o produtor receberá o comprovante do recadastramento e um formulário com o detalhamento dos parreirais para ser preenchido pelo próprio viticultor na próxima colheita. Para mais detalhes, o usuário pode acessar o manual do cadastro vitícola disponível em www.cadastro.cnpuv.embrapa.br ou ligar para (54) 3455- 8076.


PROTEÍNA DA SOJA

Quais as razões que podem provocar a redução dos teores de proteína nos grãos de soja? Obrigado.

Cristiano Luiz Mourão
Balsas/MA

R- Prezado Cristiano Luiz, os especialistas na área apontam diferentes razões como causas dessa diminuição. O pesquisador Carlos Arrabal Arias, da Embrapa Soja, afirma que um dos fatores mais importantes para essa queda seria o fato de as empresas de melhoramento genético, nos últimos 40 anos, terem priorizado a produtividade, característica que tem uma relação inversa com o teor de proteínas.

O pesquisador Antonio Eduardo Pípolo, também da Embrapa Soja, diz que além da questão genética, os fatores ambientais merecem atenção, como a disponibilidade de nitrogênio. “Esse elemento acumulado no ciclo da soja é utilizado durante o período de enchimento de grãos”, explica. “Entre as fontes de nitrogênio que a planta utiliza, a principal é o nitrogênio da fixação biológica, que é dependente de água. Portanto, as condições climáticas durante o cultivo interferem na concentração de proteína nos grãos”, destaca.

A soja é valorizada principalmente por seu alto teor de proteína, média de 36% na safra 2014/2015, valor superior ao de outras oleaginosas. Por isso, a leguminosa tornou- se matéria-prima indispensável para produção de farelo proteico, utilizado principalmente na fabricação de rações. Segundo Pípolo, até o final da década de 1990, o Brasil produzia facilmente o farelo de soja com 46% de proteína.