Notícias da Argentina

 

PROJEÇÕES PARA O MILHO

A Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) elevou de 25 milhões para 27 milhões de toneladas a estimativa para a safra de milho 2015/2016. As razões para esse incremento são a perspectiva de aumento de produtividade e a redução de 1 milhão para 820 mil hectares na área que deixará de ser colhida em função do excesso de chuvas.

A BCR indica que os preços atrativos no mercado externo fizeram com que muitos produtores que pensaram em destinar suas lavouras para a confecção de silagem mudaram de decisão para vender o cereal como grão comercial e assim aproveitar o bom momento das cotações. Ao mesmo tempo, já inicia o planejamento para a próxima safra, quando o milho poderá voltar com força nos sistemas de rotação de culturas. “É possível que tenhamos um incremento de área bastante importante, ao redor de 1 milhão de hectares em relação ao ano passado, quando o plantio foi de 3,3 milhões de hectares. Há uma mudança grande de expectativas sobre um cereal que sempre recebeu muito aporte de tecnologia.

Se os produtores tiverem condições de investir na lavoura, poderemos ter também rendimentos altos e uma produção acima de 30 milhões de toneladas, mesmo que seja uma safra marcada pelo La Niña”, destaca o diretor executivo da Maizar, Martín Fraguío. No entanto, muitos analistas e produtores consideram cedo para traçar tais expectativas. “Em ambientes com 100% de garantia de altas produtividades, naturalmente o milho deverá ocupar mais espaço, mas em outras situações, a soja deverá ser a primeira opção. Acredito que a decisão será tomada mais tarde, quando os prognósticos climáticos nos Estados Unidos forem divulgados”, avalia o assessor técnico Julio Lieuthier.


TRIGO

Avança o plantio do trigo na Argentina, com cerca de 30% de implantação das áreas até o mês passado. A estimativa é de que a área possa crescer 30% na próxima safra, alcançando 4,5 milhões de hectares.

SOJA

Os preços em Chicago ajudaram a melhorar as expectativas para a safra 2016/2017. No entanto, as liberações de impostos para outras culturas poderão ampliar os investimentos para além da oleaginosa, que sofre incremento nos custos devido à resistência a herbicidas.

LEITE

O setor segue envolvido em problemas como as inundações em zonas produtoras, a alta dos custos e preços internacionais abaixo das médias históricas. A Associação dos Produtores Leiteiros ainda acusa as multinacionais de concentrarem a produção e a comercialização de leite e derivados, numa manobra de cartelização para impor os preços pagos.

CARNE

O novo Governo busca medidas desde a base produtiva até as exportações. Uma das oportunidades é a Cota Hilton, que pode significar vendas de 29,5 mil toneladas para a União Europeia. No período 2007/08 a 2015/16, as restrições às exportações retiraram 65.892 toneladas desse mercado, o que representou perda de US$ 913 milhões.


LAVOURAS DE SOJA TÊM VARIAÇÃO

Com a safra de soja praticamente finalizada, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires estima o volume total em 56 milhões de toneladas, com uma média de 3 toneladas por hectare. A colheita em áreas das províncias de Santa Fé e Entre Rios terão redução entre 400 quilos e uma tonelada por hectare em comparação com os volumes da safra anterior. Por outro lado, regiões como o oeste, sudoeste e centro de Buenos Aires, assim como localidades de La Pampa deverão encerrar a safra com novos recordes históricos para a zona, de 3,6 toneladas por hectare. Em direção ao sul, até o mês passado a colheita estava atrasada em comparação com o ano anterior. Esse atraso, de até 40%, deve-se a fatores como a falta de máquinas para o trabalho no campo e o excesso de chuvas nas lavouras.