Primeira Mão

244 anos de inovações

O Instituto Agronômico, mais conhecido por IAC, sediado em Campinas/SP, completou 129 anos de fundação em junho, mesmo mês em que a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, a Esalq, vinculada à Universidade de São Paulo (USP), chegou a 115 anos. A agropecuária brasileira deve muito de seu desenvolvimento a essas duas instituições. O IAC foi fundado em 1887 pelo Imperador D. Pedro II, e em 1892 passou à administração do Governo do Estado de São Paulo. Já a Esalq/USP, sediada em Piracicaba/SP, já formou mais de 14.600 profissionais na graduação e outros 9 mil mestres e doutores desde 1901.

Acesse DefesaVegetal.Net

A Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) lançou o aplicativo DefesaVegetal. Net (www.defesavegetal. net), plataforma que pode ser baixada gratuitamente e que reúne informações sobre fitossanidade. A ferramenta possibilita múltiplas consultas sobre o amplo assunto. É possível, por exemplo, pesquisar quais são as pragas e doenças que atacam determinada planta, saber sobre sua distribuição geográfica, seu modo de ação, as melhores práticas para o seu controle, os princípios ativos para o manejo químico e muito mais.

Clima dizima safrinha do MS

Aproximadamente 1/3 da safrinha de milho no Mato Grosso do Sul prevista para ser produzida, segundo estimativa inicial da Associação dos Produtores de Soja e Milho do MS (Aprosoja/MS), foi “colhida” pelo clima. “Tivemos três situações que causaram grandes impactos nas lavouras durante essa segunda safra”, sintetiza Christiano Bortolotto, presidente da entidade. As chuvas no início do ano atrasaram a colheita da soja e, assim, o plantio do milho foi postergado ou nem plantado. Depois, em abril, uma estiagem de 20 dias no estágio reprodutivo das plantas provocou perdas. Por fim, aconteceram geadas, que prejudicaram o desenvolvimento das espigas. Em resumo, ao invés das potenciais 9,5 milhões de toneladas, serão 6,3 milhões.

MUNDO AGRÍCOLA NA MÃO

Para quem deseja exportar e/ou importar junto aos 30 principais parceiros agrícolas do Brasil, e quer saber mais sobre esses países, é só acessar o Intercâmbio Comercial do Agronegócio, em www.agricultura. gov.br/internacional/ indicadores-e-estatisticas/ estudos. A página, elaborada pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, do Ministério da Agricultura, disponibiliza dados sobre o PIB e o PIB agrícola desses parceiros, da balança comercial do agronegócio entre os países e o Brasil, dos principais produtos comercializados, dos acordos bilaterais e da taxa de crescimento econômico, entre outras informações.

Capacitação facilitada

Você quer se capacitar? Sem custo e sem sair de casa? Acesse o portal http://ead.senar.org.br, onde estão disponibilizados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, o Senar, 50 cursos nas mais diversas áreas da agricultura e pecuária. Todos estão no ar 24 horas por dia, a semana inteira e, ao final, depois de cumprir todos os requisitos, o participante recebe seu certificado digital de conclusão. São sete os programas: Capacitações Tecnológicas, Agricultura de Precisão, Campo Sustentável, Empreendedorismo e Gestão de Negócios, Gestão de Riscos e Inclusão Digital. 350 mil alunos estão matriculados hoje.


CAMPANHA ANTIRRESISTÊNCIA

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT) lançou a campanha “Antirresistência”, para orientar os produtores sobre o uso correto dos defensivos e, assim, evitar a resistência de invasoras, pragas e doenças aos produtos. A proposta é recomendar o uso de defensivos com diferentes modos de ação. Nas duas safras anteriores, a instituição promoveu a campanha específica para os fungicidas. “O produtor entendeu e está cada vez mais ciente, colocando em prática o que propagamos nas últimas duas safras. Agora, resolvemos ampliar o objetivo, mostrando que a prática de usar produtos diferentes evita que a resistência de fungos, pragas e plantas daninhas nas lavouras aumente”, justifica o diretor técnico da Aprosoja/MT, Luiz Nery Ribas. A campanha tem a parceria da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) e do Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas (Irac).


HAJA NAVIOS!

O volume exportado pelo agronegócio brasileiro no primeiro quadrimestre do ano cresceu 44% em relação ao mesmo período de 2015. E representou 50,2% das exportações totais do País. O desempenho teve como destaque os embarques de soja, que foram 59% maiores e representaram uma fatia de 80% no valor das exportações agrícolas. Já o faturamento em dólar das vendas externas do agro cresceu 10% no comparativo dos quadrimestres, e enquanto em reais, aumentou 28%. O milho foi o que teve o maior salto exportado, de 138%, enquanto as vendas de etanol aumentaram 98%. Já no agregado de maio de 2015–abril de 2016 em relação aos 12 meses anteriores, o volume exportado pelo agronegócio aumentou 30,6%. Os números são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

Mais impostos, mais contrabando

Você sabe qual é a marca de cigarros mais vendida em São Paulo? A Eigth. E sabe qual é a fabricante? Uma empresa paraguaia, de propriedade de um senhor chamado Horácio Cartes, empresário e... presidente do Paraguai! Até aí, nada de mais, afinal, o Brasil é aberto a produtos estrangeiros, o que é bom para a livre concorrência e, por consequência, ao consumidor. Porém, o Eight chega ao mercado via contrabando! Uma prática sempre incentivada pela alta carga de impostos sobre o produto, reclamam as entidades do setor do tabaco. Última pergunta: sabe qual é o tamanho do imposto? De 20 cigarros de uma carteira, o valor de 16 vai para os governos. E indústria, revendedores e agricultores dividem os outros 4.

Adeus ao mestre Tadashi

No mês passado, a agricultura brasileira perdeu um dos seus cientistas, José Tadashi Yorinori, 72 anos, que faleceu em Londrina/PR, após um mês e meio internado em razão de uma queda na escada de casa. O engenheiro agrônomo e fitopatologista Tadashi exercia a função de consultor para produtores e entidades, como TMG – Tropical Melhoramentos & Genética e Fundação MT (na foto), mas antes, foi pesquisador da Embrapa Soja, de 1978 a 2007, onde se tornou referência na doença ferrugem-asiática da soja, que chegou ao Brasil na safra 2000/01. Inclusive ele era chamado de “pai do vazio sanitário”, importante ação de prevenção à moléstia.

CAR: mais 18 meses!

A contar de 1º de julho, quem não fez o Cadastro Ambiental Rural (CAR) de sua propriedade tem mais 18 meses para cumprir a legislação, já que a exigência foi prorrogada para 31 de dezembro de 2017. A adesão ao CAR possibilita que o produtor tenha acesso aos benefícios originados no Código Florestal, aprovado em 2012. E para registrar sua propriedade, o cadastro é feito apenas pela Internet, em www.car.gov.br, onde estão mais informações sobre o CAR.


Cerveja BRS

De toda a cevada cultivada o Brasil, 91% são procedentes de cultivares BRS, a marca da Embrapa. A produção anual de 300 mil toneladas do grão atende 43% da indústria nacional de malte. E, assim, para suprir a “sede” do brasileiro, são importadas 400 mil toneladas por ano. Para dar conta das necessidades da indústria, desde 1977 a Embrapa Trigo mantém um programa de melhoramento genético de cevada cervejeira, por meio de parcerias. “A parceria informal até meados de 1990, e formal desde então, proporciona a garantia de que só se destinam para a lavoura cultivares de fato competitivas em rendimento e qualidade, satisfazendo o interesse de produtor e indústria”, avalia o pesquisador Euclydes Minella, da Embrapa Trigo. Na foto, a cultivar BRS Korbel.