Aqui Está a Solução

 

PREVENÇÃO DE FUNGO NO BANANAL

Quais são as principais formas de prevenção ao fungo do Mal do Panamá nos bananais? Agradeço as informações.

Edson Lopes Tavares
Divinópolis/MG

R- Prezado Edson, o Mal do Panamá é uma das doenças mais graves que atingem a banana. Ela é provocada pelo fungo Fusarium oxysporum f.sp. Cubense e, segundo especialistas, estaria avançando de forma preocupante pelos bananais do mundo. A proliferação do fungo se dá de diversas formas, mas especialmente pela contaminação do solo e dos equipamentos. A doença, também conhecida como fusariose, provoca o amarelamento das folhas, com bordas secas. Mas os produtores podem, sim, adotar atitudes preventivas. “Uma medida é o melhoramento genético e o uso de variedades mais resistentes, como por exemplo, a nanica, a pacovan ou a ken. Isso pode ajudar a controlar a incidência do fungo, que se multiplica facilmente com umidade e altas temperaturas, passando de uma planta para outra por meio do vento, passarinhos, caixas, equipamentos e mudas”, afirma o coordenador técnico estadual de Fruticultura da Emater/MG, engenheiro agrônomo Deny Sanábio. De acordo com ele, deve ser evitado o plantio em locais onde existe histórico dessa doença, usar mudas comprovadamente sadias e corrigir a acidez do solo para próximo do neutro. “Também se recomenda o plantio em solos mais elevados, profundos e secos, além do controle das populações dos nematoides do solo, que furam o sistema radicular da planta. Outra prevenção importante é a manutenção de uma planta bem nutrida”, diz.


TABACO BRASILEIRO NO MUNDO

Leonardo Vieira Vidal
Toledo/PR

Olá, amigos da revista A Granja. Gostaria de saber se o Brasil ainda é o maior exportador de tabaco do mundo e quantos países recebem nossa produção. Desde já, obrigado.

R- Caro Leonardo, o tabaco brasileiro continua sendo o mais procurado pelos clientes internacionais, condição que mantém o Brasil como o maior exportador mundial. Em 2015, foram embarcadas 517 mil toneladas, com valor total de US$ 2,19 bilhões, segundo dados do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco). Na comparação com o ano anterior, foram vendidas 41 mil toneladas a mais, porém, o valor do produto ficou menor no mercado internacional, com retração de 12%. Em 2015, o tabaco brasileiro foi embarcado para 97 países, principalmente para a União Europeia, que absorveu 43% do volume, e o Extremo Oriente, com 25%. Os países que mais importaram o produto foram: Bélgica, China, Estados Unidos, Rússia, Holanda e Alemanha.