Primeira Mão

CHINA adere ao soja plus

Os sojicultores mato-grossenses integrantes do programa Soja Plus agora também são reconhecidos pelo governo chinês. O amplo programa de melhorias contínuas na gestão rural e ambiental da produção da oleaginosa no estado, iniciativa desenvolvida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) e Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), passou a ter desde o mês passado a parceria da China Soybean Industry Association (CSIA). Ligada ao Ministério da Agricultura daquele país, a CSIA tem 700 associados, entre produtores, processadores e traders. A parceria com o brasileiro Soja Plus significa o reconhecimento por parte do governo asiático de que a soja em Mato Grosso é sustentável. Assim, será trabalhado um “sistema justo de incentivos” para apoiar agricultores que estejam em transição para uma produção mais sustentável de soja.


Crise? Não no agronegócio

O agronegócio representou 52,2% de todas as exportações do País em março. O segmento vendeu US$ 8,35 bilhões, 5,9% a mais que março de 2014, e recorde para o mês desde o início da série histórica, em 1997. Os cinco principais segmentos exportadores foram o complexo soja (US$ 3,47 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 737,29 milhões), produtos florestais (US$ 823,59 milhões), café (US$ 454,82 milhões) e carnes (US$ 1,24 bilhão). Entre as carnes, a de frango, US$ 576,68 milhões, a bovina, com US$ 503,67 milhões, e a suína, com US$ 108,30 milhões.

Já no primeiro trimestre, foi dobrado o embarque de soja e milho em relação ao mesmo período de 2015. Os grãos somados bateram em 22,67 milhões de toneladas exportadas, contra 11,52 milhões de toneladas. A oleaginosa passou de 6,54 milhões para 10,81 milhões, enquanto o cereal obteve performance histórica: saltou de 4,97 milhões para 11,86 milhões de toneladas. Apenas em soja os chineses desembolsaram com os brasileiros US$ 2,98 bilhões, e com o agro como um todo, US$ 4,29 bilhões.


FORTE ECONOMICAMENTE...

O café apresentou saldo positivo na balança comercial de US$ 6,051 bilhões em 2015, resultado da exportação de quase 37 milhões de sacas de 60 quilos, um recorde, com crescimento de 1,3% ante 2014. As vendas se dão para 2/3 do planeta, sendo que 60% vai para quatro destinos: Estados Unidos (7,8 milhões de sacas, ou 21%), Alemanha (6,5 milhões, 18%), Japão (2,4 milhões, 6%), Bélgica (2,2 milhões, 6%). Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

E SOCIALMENTE!

Aproximadamente 300 mil famílias estão envolvidas no cultivo de café no Brasil. Esses agricultores produziram no ano passado 43,2 milhões de sacas, sendo que Minas Gerais representou metade desse volume; o Espírito Santo, 11,4 milhões; São Paulo, com 4 milhões; Bahia, 2,3 milhões; e Paraná, com 1,2 milhão de sacas. O Brasil é o maior produtor mundial do grão.


2,521 bilhões...

... de toneladas de grãos: essa deverá ser a produção mundial em 2016/17, segundo levantamento da FAO. Será a terceira maior produção da história, mas 4 milhões a menos que na temporada anterior (-0,2%). É que o trigo terá uma queda de 20 milhões de toneladas, para 712,7 milhões, devido a problemas climáticos em lugares como Rússia e Ucrânia, enquanto o arroz vai crescer 1%, 4,9 milhões de toneladas, para 495 milhões. Já as reservas globais de grãos devem cair 3,9% em 2016/2017, para 611 milhões de toneladas (25 milhões de toneladas a menos). Dessa forma, a relação entre estoques e consumo deve ficar em 23%, abaixo da de 25% de 2015/16, mas maior do que a mínima histórica, de 20,5%, em 2007/2008. Os estoques de arroz, por exemplo, devem ficar em 164 milhões de toneladas (menos 4,9 milhões de toneladas), os de trigo, em 194 milhões (menos 11 milhões) e os de milho, em 205 milhões (menos 11 milhões). E a FAO estimou uma queda na negociação internacional de grãos pela segunda safra seguida, recuo de 1,4% (5 milhões de toneladas), para 365 milhões de toneladas visto o aumento de estoques e produções por muitos países.


2016 com otimismo

O faturamento bruto da atividade rural (dentro da porteira) deverá crescer 4,7% em 2016 ante 2015, totalizando R$ 559,9 bilhões. Tal desempenho será amparado na agricultura, com alta de 7,7% na receita (R$ 360,5 bilhões), enquanto o Valor Bruto de Produção (VBP) da pecuária ficará praticamente estável em relação a 2015, em R$ 200,1 bilhões. As projeções são da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O Núcleo Econômico da entidade levou em conta as estimativas de produção e os preços de março. Das 20 culturas que fazem parte do levantamento, 12 devem ter alta no faturamento, com destaque para soja, milho, café e laranja. A projeção para a soja, que tem participação de 23,6% no VBP, é de alta de 5,7% no faturamento, que chegaria a R$ 132,1 bilhões


Agrofit oficial

Uma portaria do mês passado instituiu o Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários (Agrofit) como cadastro oficial de agroquímicos, produtos técnicos e afins registrados no Ministério da Agricultura. E também foi criado o núcleo responsável pela gestão do sistema. O Agrofit, que começou a ser desenvolvido em 1988, pode ser acessado por marca comercial do produto, cultura, indicação, ingrediente ativo e titular do registro. E descreve as principais doenças, pragas e plantas daninhas que atacam os vegetais. O Agrofit está no site do ministério – www.agricultura.gov.br.


Brasil: +80% até 2050

A agropecuária brasileira precisa expandir a sua produção em 40% até 2019 e 80% até 2050 para atender o aumento da demanda mundial de alimentos. A projeção – leia-se apelo – é da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que estima a população planetária em 9,7 bilhões de habitantes daqui a 34 anos – 2,4 bilhões a mais que a atual. A missão dada pela FAO ocorre porque o Brasil pode explorar melhor as atuais áreas agrícolas trabalhadas (como a integração lavoura-pecuária) e ainda abrir novas fronteiras agrícolas. A estimativa é que por aqui existam ainda 70 milhões de hectares com potencial para expansão agrícola.