Aqui Está a Solução

VÍRUS NO MARACUJÁ

 Como deve ser conduzido o tratamento alternativo recomendado contra o vírus do endurecimento que ataca o maracujá? Agradeço a informação.

Paulo Rosário
Ortigueira/PR

R- Prezado Paulo, a pesquisa recomenda o plantio das mudas em setembro, após o risco de geadas, e colheita entre dezembro e julho. Após a colheita, todas as plantas devem ser eliminadas para um período de vazio sanitário, no mês de agosto. O objetivo dessa estratégia é reduzir a incidência do vírus nos primeiros meses após a implantação do pomar, explica o pesquisador Pedro Antonio Martins Auler, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Apenas para comparação, no sistema de produção atual, os produtores colhem duas safras a partir de um só plantio. O pomar é implantado em setembro e os frutos são colhidos entre os meses de março a julho, a chamada “safrinha”. A segunda e maior colheita ocorre entre dezembro e o mês de julho do ano seguinte. A chave do novo modelo é a utilização de mudas maiores, com cerca de um metro, que devem ser produzidas em ambiente protegido para evitar a presença dos pulgões e a consequente contaminação pelo vírus. O novo sistema de produção de maracujá- amarelo foi desenvolvido pelo Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, e vem sendo adotado com sucesso por produtores de São Paulo, onde a doença está presente há mais tempo. No Paraná, o Iapar, em parceria com a Cooperativa Agroindustrial de Produtores de Corumbataí do Sul (Coaprocor) e a Emater, está validando a tecnologia desde 2014.

NITROGÊNIO NO FEIJÃO

Em quais situações a aplicação do nitrogênio na cultura do feijoeiro deve ser parcelada? Obrigado.

Natalino Motta
Rio Verde/GO

R- O parcelamento do nitrogênio geralmente é desejável, pois esse nutriente é suscetível a diferentes tipos de perdas após a sua aplicação. A dúvida é quantos parcelamentos fazer. Em geral, são recomendados dois parcelamentos do nitrogênio, indicam os pesquisadores da Embrapa. No entanto, quando o feijoeiro é cultivado em período chuvoso e em solo arenoso, pode-se parcelar a aplicação em até cinco vezes. As datas e a quantidade por aplicação devem ser planejadas com base no sistema de plantio (convencional ou direto) e na cultura anterior. Normalmente, recomenda-se que cerca de 70%-80% da dose de cobertura seja aplicada até 30 dias após a emergência do feijoeiro.