Agribusiness

 

CAFÉ

EXPORTAÇÕES DE 33,520 MILHÕES DE SACAS ATÉ NOVEMBRO

Lessandro Carvalho - lessandro@safras.com.br

As exportações brasileiras de café no acumulado dos 11 primeiros meses do ano civil 2015 (janeiro-novembro) totalizaram (entre café verde e industrializado) 33,520 milhões de sacas de 60 quilos, aumento de 1% no comparativo com janeiro a novembro de 2014, quando os embarques foram de 33,204 milhões de sacas. O País aproxima- se de superar o desempenho recorde das exportações de 2014, quando foram embarcadas mais de 36 milhões de sacas.

O dólar em patamares elevados garante maior competitividade ao Brasil nas exportações. Apesar da safra prejudicada pelo clima em 2015, estão sendo usados estoques que garantem esse bom ritmo nas vendas externas. Entretanto, analistas e traders indicam que o custo disso será um estoque de passagem próximo a zero para a safra de 2016/17. A receita nos 11 primeiros meses do ano foi de US$ 5,626 bilhões, com queda de 5,5% sobre o mesmo período de 2014 (US$ 5,951 bilhões). As informações partem do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Os embarques do Brasil nos cinco primeiros meses (julho a novembro) da temporada 2015/16 (de julho de 2015 a junho de 2016), chegam a 15,782 milhões de sacas, aumento de 1,1% na comparação com igual período da temporada 2014/15, quando as exportações foram de 15,617 milhões de sacas. Já a receita total da temporada com os embarques de julho a novembro é de US$ 2,456 bilhões, declínio de 19,5% contra igual período de 2014/15 (US$ 3,051 bilhões).

Os estoques norte-americanos de café verde (em grão) diminuíram 156.232 sacas em novembro na comparação com outubro, conforme relatório mensal da Green Coffee Association (GCA). O total de café verde depositado nos armazéns credenciados pela GCA em 30 de novembro de 2015 chegava a 5.791.996 sacas, ante as 5.948.228 sacas em 31 de outubro de 2015, uma redução equivalente a 2,6%.


ARROZ

PREÇO RECUA E NEGÓCIOS SÃO LENTOS

Rodrigo Ramos - ridrugi@safras.com.br

O mercado gaúcho de arroz, principal referencial, mostrou fraqueza na primeira quinzena de dezembro. A saca de 50 quilos era comercializada a uma média de R$ 40,77 no Rio Grande do Sul no dia 15. Confrontada com igual período do mês passado – R$ 41,12 –, havia perda de 0,85%. Na comparação com o mesmo momento de 2014, era verificada uma alta de 9,6%, quando o valor registrado era de R$ 37,21 a saca.

O mês é caracterizado por uma lentidão no mercado e com aquisições somente de extrema urgência. “Já do lado vendedor, orizicultores com necessidade de fazer caixa optaram por negociar os grãos mesmo que por um preço um pouco menor”, explica o analista de Safras & Mercado Mahal Ferreira. “Nesta época do ano, os produtores voltam suas atenções para as condições de plantação e seu cultivo para a próxima safra”, frisa. O terceiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2015/16 indica produção de 11,921 milhões de toneladas, decréscimo de 4,1% sobre as 12,436 milhões de toneladas de 2014/15.

No levantamento anterior, eram esperadas entre 11,288 milhões e 12,177 milhões de toneladas. A área plantada com arroz na temporada 2015/16 foi estimada em 2,207 milhões de hectares, ante 2,295 milhões semeados na safra 2014/15. A produtividade das lavouras foi estimada em 5.402 quilos por hectare, inferior em 0,3% aos 5.419 quilos na temporada passada. O Rio Grande do Sul deve ter uma safra de 8,129 milhões de toneladas, recuo de 5,7%. A área prevista é de 1,083 milhão de hectares, queda de 3,2% ante os 1,120 milhão de 2014/15, com rendimento esperado de 7.500 quilos, ante 7.700 quilos da anterior. Em Santa Catarina, a produção deverá aumentar 3,3%, totalizando 1,092 milhão de toneladas.


SOJA

BRASIL DEVERÁ PRODUZIR 100,408 MILHÕES DE TONELADAS

Dylan Della Pasqua - dylan@safras.com.br

A produção brasileira de soja em 2015/16 deverá totalizar 100,408 milhões de toneladas, aumento de 4,9% sobre a temporada anterior, de 95,711 milhões de toneladas. A previsão é de Safras & Mercado. No relatório anterior, divulgado em setembro, a estimativa era de 100,538 milhões de toneladas. “A queda se deu por ajustes finos de produtividades estimadas para o Norte/ Nordeste que pode sofrer com a falta de umidade nos próximos 100 dias. Ainda não podemos falar em perdas relevantes, mas ligamos um alerta”, disse o analista de Safras Luiz Fernando Roque. Com o plantio se aproximando do final, Safras indica aumento de 3,8% na área, que ficaria em 32,779 milhões de hectares. Em 2014/15, o plantio ocupou 31,636 milhões de hectares. O levantamento indica que a produtividade média deverá passar de 3.025 quilos por hectare para 3.063 quilos.

O Mato Grosso deverá colher 29,027 milhões de toneladas, aumento de 5% sobre a temporada anterior. A safra do Paraná está estimada em 17,868 milhões de toneladas, superando em 4% a produção obtida em 2013/14. No Rio Grande do Sul, a previsão é de uma elevação de 3%, para 15,606 milhões de toneladas. Quanto à produtividade, o Mato Grosso teve pequena redução e o Mato Grosso do Sul apresentou ajuste pequeno devido ao clima irregular. Minas Gerais com algum aumento na produtividade (tendência de clima positivo). “Estamos ainda no início da safra, por isso ainda não podemos falar com segurança de possíveis perdas. A safra está aberta e a tendência ainda é positiva”, completa.

O relatório de dezembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) manteve as projeções de produção e estoques finais dos Estados Unidos em 2015/16. A safra está estimada em 3,981 bilhões de bushels. O Usda manteve a estimativa de novembro, bem como projetou safra mundial em 2015/ 16 de 320,11 milhões de toneladas. No relatório anterior, o número era de 321,02 milhões.

Os estoques finais foram reduzidos de 82,86 milhões de toneladas para 82,58 milhões, acima do esperado pelo mercado, de 82,9 milhões. A projeção do Usda aposta em safra americana de 108,35 milhões de toneladas. Para o Brasil, a previsão é de 100 milhões, enquanto a safra argentina deverá ficar em 57 milhões de toneladas, repetindo as projeções de novembro. A China deverá importar 80,5 milhões de toneladas, repetindo o mês anterior.


ALGODÃO

MERCADO TEM POUCOS NEGÓCIOS E PREÇOS EM QUEDA

Rodrigo Ramos - ridrugi@safras.com.br

O mercado brasileiro de algodão encerrou a primeira quinzena de dezembro com fraca comercialização nas diversas praças. E a oferta maior do que a demanda para o final do ano tem feito o preço se desvalorizar. No Cif de São Paulo, a pluma era cotada a R$ 2,24 por libra-peso. Frente a igual período do mês anterior, quando valia R$ 2,30, queda de 2,61%. Ante igual momento de 2014, quando custava R$ 1,65, a retração era de 35,76%.

A safra brasileira em pluma na temporada 2015/16 está estimada em 1,503 milhão de toneladas, recuo de 3,8% na comparação com 1,562 milhão da safra 2014/15. Os números fazem parte do terceiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2015/ 16. No levantamento anterior, esperava- se entre 1,458 milhão e 1,499 milhão de toneladas.

A produtividade está estimada em 1.565 quilos de pluma por hectare, ante 1.601 quilos por hectare na temporada 2014/15, baixa de 2,2%. A área plantada na temporada 2015/16 está estimada em 960,6 mil hectares, retração de 1,6% na comparação com os 976,2 mil da safra passada. O Mato Grosso, principal produtor, deverá colher uma safra de algodão em pluma de 925,7 mil toneladas, número que representa avanço de 0,4% ante 2014/15, quando foram produzidas 921,7 mil toneladas. A Bahia, segundo maior produtor, deve colher 389,3 mil toneladas, retração de 10,4% sobre 2014/15 (434,6 mil toneladas).

Goiás deverá ter uma safra 2015/ 16 de 47,3 mil toneladas, com decréscimo de 9,4% sobre 2014/15, que foi de 52,2 mil.


MILHO

BRASIL DEVE EXPORTAR 32,5 MILHÕES DE TONELADAS EM 2015

Arno Baasch - arno@safras.com.br

O mercado brasileiro de milho chegou ao final de 2015 sinalizando um volume recorde na exportação, por conta da desvalorização do real frente ao dólar, fato que tornou o cereal bem atrativo aos compradores internacionais. As perspectivas de Safras & Mercado apontam para embarques de 32,5 milhões de toneladas no ano comercial iniciado em fevereiro e que se encerra em janeiro de 2016.

O analista Paulo Molinari explica que esse quadro já configura um enxugamento nas ofertas internas de milho. Além disso, as perspectivas apontam para uma safra verão 2016 mais discreta, o que deve fazer com que os preços do cereal no Brasil permaneçam descolados da realidade internacional ao longo do primeiro semestre do próximo ano. “A correção desse esvaziamento somente ocorrerá com a colheita de uma ótima safrinha no próximo ano”, comenta.

Molinari ressalta que deverão ser colhidos entre 23 milhões e 24 milhões de toneladas de milho na safra verão 2016, volume 5 milhões de toneladas abaixo do consumo interno previsto para o primeiro semestre. “Isso quer dizer que o pouco milho a ser colhido nas Regiões Sul e Sudeste atenderá o consumo regional e de forma bastante ajustada. Por outro lado, o Centro-Oeste dispõe de uma produção no verão muito mais discreta pelo seu perfil de plantio e uma necessidade de consumo forte na primeira metade do ano”, explica.

Molinari não descarta surpresas em termos de alta de preços regionais, como em Goiás, no início de 2016. “Se houver estoques de safra velha, o mercado ainda conseguirá se abastecer. Caso contrário, talvez o Governo tenha que abrir mão do seu reduzido estoque de 1,5 milhão de toneladas para atender as situações mais críticas até a colheita da safrinha”, alerta.


TRIGO

NOVA SAFRA REPETIRÁ A PRODUÇÃO ANTERIOR

Fábio Rübenich – fabio@safras.com.br

A produção brasileira de trigo deverá totalizar 5,632 milhões de toneladas na temporada 2016, similar à estimativa prevista em 2015, segundo informações do segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2015/16. A Conab informa que a área estimada é de 2,446 milhões de hectares em 2016, similar à prevista em 2015. A produtividade média deve atingir 2.302 quilos por hectare em 2016, sem alterações frente à previsão de 2015.

Já o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) divulgou seu relatório de oferta e demanda de dezembro. A safra americana 2015/16 é projetada em 2,052 bilhões de bushels, mesmo volume estimado no mês anterior, contra 2,026 bilhões de bushels em 2014/ 15. Os estoques finais daquele país em 2015/16 foram projetados em 911 milhões de bushels, mesmo número do relatório anterior. Para 2014/15 o número permanece em 753 milhões de bushels. A projeção de exportações para 2015/ 16 é de 800 milhões de bushels. Para a safra passada, o número foi estimado em 854 milhões de bushels.

A safra mundial 2015/16 está estimada em 734,93 milhões de toneladas, acima das 732,98 milhões estimadas em novembro. Os estoques finais mundiais de trigo em 2015/16 estão estimados em 229,86 milhões de toneladas. O consumo global está estimado em 717,14 milhões de toneladas, contra 717,37 milhões de toneladas estimadas em novembro. Para 2015/16, a produção de trigo no Brasil está projetada em 6 milhões de toneladas.