Castrolanda

  

CASTROLANDA e a pujança do sangue holandês

Em Castro/PR, no coração dos Campos Gerais, a Castrolanda gera 280 milhões de litros de leite/ano

Castrolanda
Sede: Castro/PR
Principais produtos: grãos e leite
Volume de leite captado: 279 milhões em 2014
Faturamento: R$ 1,95 bilhão em 2014
Cooperados: 604

Nos primeiros anos pós-Guerra, um cenário de incertezas e falta de terras disponíveis na Europa motivou, em 1951, imigrantes holandeses a se estabelecerem no Paraná, às margens do Rio Iapó, região dos Campos Gerais. Em uma área original de 5 mil hectares, nasceram a Colônia e a Cooperativa Agropecuária Castrolanda, singela união do nome do município de Castro ao país de origem. Com a chegada das famílias holandesas veio também uma infraestrutura – gado leiteiro, tratores, implementos e equipamentos para uma indústria de laticínios – apoiada em estudos e pesquisas da Central de Imigração da Holanda.

O desenvolvimento da Castrolanda foi possível através de muita persistência e trabalho árduo dos pioneiros, que permitiram a superação da difícil fase de adaptação ao Brasil, como doenças desconhecidas no gado e a falta de assistência técnica. Começar do zero não foi fácil, mais a maioria dos imigrantes enfrentou com coragem – e até com bom humor – as dificuldades iniciais.

A gestão da cooperativa passa por constantes mudanças. Nos últimos anos, aproveitando o bom desempenho da economia e do agronegócio brasileiro e conquistas do sistema cooperativista, a cooperativa implantou reformas profundas nas suas estruturas e introduziu um programa de planejamento participativo, que envolveu programas de profissionalização da sua gestão e dos seus produtores, planos de capitalização e de monitoramento pelo próprio sistema. O que impulsiona essa força é a garantia do que vem do campo.

E o perfil dos cooperados garante vantagens competitivas: administração familiar, médios e grandes empreendimentos administrados em sua maioria por uma estrutura profissionalizada. As tecnologias de ponta fazem parte do dia a dia em todos os processos produtivos. Também o investimento constante em pesquisas, a vocação agropecuária e a diversificação planejada permitem o aproveitamento da capacidade produtiva nas propriedades.

Além da matriz em Castro, está presente em quase 20 municípios e as operações ganharam impulso através da intercooperação – um modelo de negócios aplicado pela Castrolanda junta às cooperativas Frísia e Capal, o que garante alianças estratégicas em investimentos. As três cooperativas mantêm uma instituição de pesquisa exemplar, a Fundação ABC, que aplica as mais avançadas técnicas agronômicas e pecuárias, além de suporte econômico, fruto de investimentos maciços em geração de conhecimento e avanço tecnológico. O resultado do trabalho influenciou toda a Campos Gerais, considerada hoje como uma das regiões tecnicamente mais desenvolvidas, servindo inclusive de modelo em nível nacional e internacional.