Coamo

 

45 anos de história, R$ 10 bi de faturamento. Eis a COAMO

A Coamo Agroindustrial Cooperativa, com sede em Campo Mourão/PR, é mantida por mais de 27 mil cooperados

Coamo
Sede: Campo Mourão/PR
Principais produtos: soja, milho, trigo, café, algodão, industrializados
Faturamento: R$ 10 bilhões em 2015 (previsão)
Mercados: exportação para 40 países
Cooperados: 28 mil

A melhor maneira de definir a relevância da Coamo Agroindustrial Cooperativa é listar alguns números que dimensionam tamanho da instituição sediada em Campo Mourão/PR. Em 2015, a Coamo vai atingir o faturamento de R$ 10 bilhões, um crescimento de 17% ante os R$ 8,6 bilhões do ano anterior. É o resultado do árduo trabalho de quase 28 mil cooperados e quase 7 mil funcionários efetivos e 1.600 temporários. Sua estrutura de silos recebeu no ano passado cerca de 7,3 milhões de toneladas de grãos, ou aproximadamente 3,5% da safra brasileira, geradas em lavouras de 63 municípios paranaenses, catarinenses e sul-mato-grossenses. A Coamo é a maior cooperativa agrícola da América Latina, e seus cooperados acabaram de receber R$ 97 milhões em sobras, valores para serem gastos onde bem entenderem.

Os números poderiam ir além. Todos grandiosos. Assim como foi a iniciativa de 79 agricultores que, em 28 de novembro de 1970, fundaram a cooperativa. “A ideia de montar uma cooperativa de produtores não foi uma tarefa fácil, já que a região tinha terras impróprias para a exploração devido à acidez do solo, e os agricultores não conheciam a tecnologia agrícola. Na época, só existiam cinco tratores, e nos campos, poucas lavouras manuais de arroz, milho e algodão. E o ciclo da madeira estava chegando ao fim na região, que era conhecida como a terra dos ‘três S’ - sapé, samambaia e saúva”, explica José Aroldo Galassini, um daqueles 79 pioneiros, presidente da cooperativa desde janeiro 1975. “Com a Coamo, foram sendo vencidos e ampliados os desafios, e o progresso e a tecnologia viraram realidade, transformando regiões e comunidades, com altas produtividades das lavouras”, complementa.

“A ideia de montar uma cooperativa de produtores não foi uma tarefa fácil, já que a região tinha terras impróprias para a exploração devido à acidez do solo, e os agricultores não conheciam a tecnologia agrícola”, descreve Galassini, presidente da Coamo

“Dr. Aroldo”, como é chamado, chegou à região de Campo Mourão em maio de 1968, então engenheiro agrônomo recém-formado e funcionário da extinta Acarpa, hoje Emater. Ele foi enviado para a região para mudar a matriz agrícola produtiva, pois o ciclo da madeira estava sendo finalizado. De abril a setembro de 1969, conduziu os primeiros experimentos com o trigo e, na sequência, com a soja. Porém, para quem vender tal produção, questionavam-se os agricultores? Assim nasceu a Coamo. “Parabéns aos associados, à diretoria e aos funcionários, pois temos muito a comemorar. Creio que nos seus 45 anos de Coamo o que ela mais plantou não está na terra, mas no coração do agricultor, que acreditou na força da cooperação. Plantamos a fé, nasceu a esperança”, comemorou “Dr. Aroldo” em novembro último, no aniversário da cooperativa.