Notícias da Argentina

NOVAS RESTRIÇÕES AO TRIGO

O governo vem utilizando o trigo como bandeira de uma luta ideológica que, a não ser pelo prejuízo ocasionado, não seria muito mais do que uma cena folclórica e pitoresca. A verdade é que a intervenção estatal desse mercado, com exportações absolutamente restritas que deixam o produtor à mercê do que decide pagar um moinho local, agrega dia após dia novos capítulos. A Resolução nº 360/ 2015 da Secretaria de Comércio do Ministério da Economia vem impondo novos requisitos burocráticos e arbitrários para a exportação, estabelecendo listas de compradores de trigo. A isso se somam as retenções e as cotas de exportação, que atrapalham de forma significativa a comercialização do cereal. De acordo com a Confederação Rural Argentina (CRA), a falta de um mercado transparente e competitivo determina que os produtores cobrem por seu trigo (no caso de poder vendê- lo) apenas 30% do preço que recebe um produtor uruguaio, por exemplo.


TRIGO

A controvérsia se mantém. Enquanto que, para a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, o recente cultivo é de 3,7 milhões de hectares, para a Bolsa de Comércio de Rosário, a área não passou de 3,36 milhões de hectares. Esse último dado indica uma queda de quase 30% sobre a superfície já bastante reduzida nos últimos anos.

SOJA

A delicada situação do agronegócio argentino complica inclusive as perspectivas para a soja em 2015/2016, ainda que o grão seja o menos prejudicado. Produtores descapitalizados e margens pouco atrativas formam um cenário pouco estimulante. Ainda não há estimativas oficiais sobre a intenção de plantio da oleaginosa para a próxima safra.

LEITE

Além de não melhorar, o preço do leite retrocede ao produtor argentino, que está recebendo pelo litro US$ 0,30 (dólar oficial) ou US$ 0,17 (dólar paralelo). Nos últimos 13 anos, um tambo por dia fecha as portas na Argentina, o que faz com que o panorama do setor seja realmente crítico.

CARNE

A categoria do novilho leve é cotada a US$ 2,2 o quilo vivo (dólar oficial) ou US$ 1,25 o quilo vivo (dólar paralelo). Vem crescendo moderadamente a retenção de fêmeas na esperança de que o novo governo, a partir de dezembro, deixe de lado as políticas prejudiciais ao campo e permita que a pecuária volte a ser um bom negócio.


NOVAS RESTRIÇÕES AO TRIGO

O governo vem utilizando o trigo como bandeira de uma luta ideológica que, a não ser pelo prejuízo ocasionado, não seria muito mais do que uma cena folclórica e pitoresca. A verdade é que a intervenção estatal desse mercado, com exportações absolutamente restritas que deixam o produtor à mercê do que decide pagar um moinho local, agrega dia após dia novos capítulos.

A Resolução nº 360/ 2015 da Secretaria de Comércio do Ministério da Economia vem impondo novos requisitos burocráticos e arbitrários para a exportação, estabelecendo listas de compradores de trigo. A isso se somam as retenções e as cotas de exportação, que atrapalham de forma significativa a comercialização do cereal.

De acordo com a Confederação Rural Argentina (CRA), a falta de um mercado transparente e competitivo determina que os produtores cobrem por seu trigo (no caso de poder vendê- lo) apenas 30% do preço que recebe um produtor uruguaio, por exemplo.


ESTUDO COM BIOPLÁSTICOS

Pesquisadores do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta) trabalham no desenvolvimento de um material biodegradável derivado do amido de mandioca. O pesquisador Rolando Aguirre destaca a importância de obter um produto biodegradável, resistente e de boa qualidade. “Além disso, é importante buscar um insumo que sirva aos produtores. Queremos que esse trabalho represente uma oportunidade de agregar valor”, observa. Os técnicos obtiveram quatro polímeros biodegradáveis a partir da mistura do amido de mandioca, glicerina e água, em que foram avaliadas a resistência e a durabilidade do material obtido. De acordo com Aguirre, a equipe está trabalhando no desenvolvimento de uma embalagem para a comercialização de frutas como banana, mamão, manga e maracujá.


REDUÇÃO DA ÁREA DE MILHO

A Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) estima que o cultivo de milho alcance 3,3 milhões de hectares na temporada 2015/2016, uma redução frente aos 4,3 milhões de hectares plantados na safra passada. A queda de 23% ainda é considerada otimista para muitos. O mercado do milho também sofre intervenções, o que junto com o atraso cambiário gera consequências graves para as finanças do produtor. “Supondo que cerca de 800 mil hectares não entrem no circuito de comercialização do grão, a produção para grãos teria como base uma área de 2,5 milhões de hectares”, analisa a BCR. O informe também fala de prognósticos que indicam chuvas a favor do ciclo de cultivo, o que pode significar um cenário positivo para a produtividade das lavouras. Diante desses cenários, a colheita de milho em 2015/2016 poderá se aproximar de 19 milhões de toneladas, segundo estimativas da Bolsa.