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FUNGOS NA MACIEIRA

Quais são os principais sinais de identificação da podridão amarga e da sarna na macieira? Agradeço a informação.

Irineu Constantino Caxias do Sul/RS

R- A podridão amarga em macieira está amplamente disseminada nas regiões produtoras do Brasil. O desenvolvimento da doença está associado a períodos de elevada precipitação e calor. Os sintomas diferem um pouco de acordo com o tipo de esporo que inicia a infecção, mas em geral são lesões marrom-claras superficiais, circulares, com aspecto mole e aquoso, de 1 a 2 cm de diâmetro e formações circulares de acérvulos ao redor do ponto de infecção. Esses sintomas podem se manifestar ainda durante o período de armazenamento das frutas, ocasionando o seu apodrecimento. De acordo com a coordenadora de Fitopatologia/RS do Instituto Phytus, Mônica Debortoli, o controle do fungo causador da podridão amarga se dá por meio da remoção e destruição de ramos, cancros, frutos infectados e mumificados antes e durante a estação de crescimento, além da aplicação de fungicidas protetores, juntamente com a alternância de grupos químicos. Já os sintomas da sarna da macieira, que também é causada por um fungo, manifestam-se nas folhas, ramos novos, flores, pedúnculos e frutos. Nas folhas novas aparecem, inicialmente, pequenas manchas de cor verde-oliva que se tornam acinzentadas com o passar do tempo. As lesões têm forma circular e isoladas ou podem se somar, espalhando-se por toda a superfície foliar. Nos frutos pequenos, a sarna provoca rachadura e deformação, além da queda prematura. A infecção pode atingir também os frutos em fase de maturação e, nesse caso, as lesões são circulares com, no máximo, 2 a 3 mm de diâmetro e coloração escura.


IDENTIFICAÇÃO DA COMPACTAÇÃO

Jacob Rickli Prudentópolis/PR

Muito interessante a reportagem “Atenção à qualidade física dos solos” (setembro/2015). A respeito da identificação da compactação, ouvi muito falar do uso de penetrômetros. Gostaria de saber mais sobre eles e em quais valores (em Mega Pascal - mPa) ele indica que apresentam perdas de produtividade para as culturas de soja, milho e feijão. Obrigado.

R- Prezado Jacob, obrigado pelo comentário e pela pergunta. Quem responde à sua questão é o pesquisador Ricardo Ralisch, professor de Mecanização Agrícola da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Alguns estudos definem um número em mPa como limitante, mas variam bastante, indo de 2,0 a 4,5 ou mais. Isso decorre dos inúmeros fatores envolvidos nesse tipo de avaliação, como tipos de solo, agressividade dos sistemas radiculares e umidade do solo no momento da avaliação. O ideal é obter os valores para cada caso, fazenda ou gleba, já que a compactação do solo é muito mais complexa do que imaginamos. Existem várias causas, não há como quantificá-las, e seu controle é muito relativo. Podemos ajudar nisso. A penetrometria não é conclusiva, mas por ser rápida e acessível é excelente para mapear as áreas e identificar as variabilidades do solo. Logo, é interessante para monitorar áreas ao longo do tempo e pode ser feita pelo próprio produtor ou sua equipe, com baixo investimento. Mas lembrem-se de considerar a umidade do solo.