Primeira Mão

 

Esalq/USP, nosso orgulho

A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, mais conhecida com Esalq/USP, recentemente foi reconhecida por dois rankings qualificatórios. O jornal americamo U.S. News and World Report colocou a universidade de Piracicaba/SP em 5º lugar no mundo em Ciências Agrárias entre as 97 principais instituições de ensino superior no mencionado curso.

Já o National Taiwan University Ranking, de Taiwan, que avalia a performance de publicações científicas a partir de informações do Science Citation Index e Social Sciences Citation Index, em Ciências Agrárias, a Esalq/USP subiu uma posição de 2014 para 2015, e está em 6º no geral e em 3º entre as instituições de todo o Continente Americano. A Esalq/USP foi a vencedora neste ano na categoria “Instituição de Ensino” do prêmio Destaques A Granja do Ano, cuja escolha se dá pelo voto dos leitores d’A Granja.


Andav, 25 anos

A Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) comemorou em outubro 25 anos de atuação como elo entre a indústria e o produtor, período em que participou das transformações do agronegócio brasileiro. “Na década de 1990, mobilizamos o distribuidor sobre a importância da união em torno de uma representatividade política e de organização do setor.

Somente o associativismo poderia fazer, unir regiões do amplo território nacional em torno de um objetivo comum”, ressalta Henrique Mazotini (foto), presidente executivo da instituição. A associação possui mais de 1.400 associados distribuídos em 25 estados, além de representação política em diversas câmaras temáticas e conselhos em nível estadual e federal.


Choque nas planilhas

Uma vitória (com sabor de derrota) sobre a inflação. Assim foi o aumento da energia elétrica para os orizicultores gaúchos nos últimos oito anos. Enquanto o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 38,78% desde 2008, para os produtores que consomem entre 2,3 a 13,8kV da concessionária AES Sul, onde a maioria dos irrigantes se enquadra, o aumento da tarifa atingiu 97,23%. Já a empresa CEEE aumentou 80,72% e a RGE, 71,51%. “Os preços praticados vem retirando a renda do campo porque também vêm impactando a indústria e o varejo”, observa Henrique Dornelles, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz).


Frete pesado

O produtor brasileiro de soja desembolsa em média US$ 92 por tonelada para que o grão seja levado da sua lavoura até o porto. Isso significa quatro vezes mais que os colegas (leia-se concorrentes) americano e argentino. E o valor significa aumento de 228% em relação a uma década atrás, quando batia em US$ 28/tonelada. Os dados são do consultor de Infraestrutura e Logística da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Luiz Antônio Fayet. “Hoje, se um produtor de soja vende uma tonelada por US$ 450 para fora do País, ele já perde US$ 92 com o frete”, afirmou no evento Dia de Mercado de Grãos, em Luís Eduardo Magalhães/ BA, em outubro.

Segundo explicações dele, o custo decorre da falta de um sistema de logística compatível com a eficiência da produção que ele, o produtor, implantou em sua propriedade. “Infelizmente nossos problemas fora da porteira nos prejudicam”.


213,5 MILHÕES...

...de toneladas: essa poderá ser a produção brasileira de grãos e fibras nesta safra 2015/16, segundo o primeiro levantamento para a temporada da Conab. A instituição estima a produção a partir de 210,5 milhões, o que já seria um recorde, visto que a maior produção até hoje foi de 209,8 milhões de toneladas, na recente safra. As estimativas significam incremento de 0,2% a 1,7% sobre 2014/15. A soja deverá romper a emblemática barreira das 100 milhões de toneladas – previsão de 101,9 milhões. A pujança da oleaginosa contribui para a maior área já destinada para grãos e fibras no País, de 58,1 milhões para 59 milhões de hectares.


Sete vezes Sperotto

O atual presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, 77 anos, venceu a eleição da entidade para o triênio 2016/2018, o que será o sétimo mandato consecutivo à frente da instituição – o presidente mais longevo em quase nove décadas da entidade que defende os interesses dos agricultores gaúchos. “Mantemos uma sequência de gestões com propostas diferentes. Neste novo mandato, avaliaremos o que foi cumprido e o que faltou realizar de nosso planejamento estratégico em vigência, e fazer as adequações necessárias”, destacou no discurso de posse.


Mato Grosso na ponta

O estado do Mato Grosso deverá fechar 2015 com o maior Valor Bruto de Produção – leia-se renda bruta do produtor/criador, sem contar custos – do País. Segundo o Ministério da Agricultura, o estado deverá somar R$ 64,19 bilhões, enquanto São Paulo fica em segundo, com R$ 61,65 bilhões. Pela projeção, MT terá uma leve queda ante 2014, cujo valor foi de R$ 64,32 bilhões, visto os atuais preços menores do algodão. No estado, a agricultura responde por R$ 48,66 bilhões e a pecuária, por R$ 15,52 bilhões, números projetados. Já o VBP do Brasil deverá ser de R$ 481,4 bilhões (R$ 309,2 bilhões das lavouras e 172,2 bilhões da pecuária).


500.000.000...

...de sacas de soja, ou 30 milhões de toneladas (30% da safra da oleaginosa que vem aí). Esse desastre é o tamanho do prejuízo causado pelos... nematoides à agricultura brasileira a cada ano, não apenas à soja. Segundo a Sociedade Brasileira de Nematologia, o agronegócio brasileiro perde R$ 35 bilhões por ano, o que equivale ao número acima, considerando o preço médio de R$ 70 a saca de soja. Aliás, apenas a soja perde R$ 16,2 bilhões por ano para os nematoides.


143 sacas/ha!

Vai encarar?

Até 15 de janeiro estão abertas as inscrições para o Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, concurso promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb). A meta desta edição é descobrir o(s) produtor(s) brasileiro(s) capaz de produzir 143 sacas por hectare, e bater o atual recordista, o paranaense de Ponta Grossa Alisson Hilgenberg, que obteve 141,79 sacas no recente concurso. “Superar o recorde de produtividade do Desafio e incentivar a utilização das melhores práticas fará com que a gente crie um ambiente para a difusão e uso da tecnologia aos agricultores, elevando a média de produtividade nacional da soja, com o desenvolvimento de uma plataforma tecnológica como referência de alta produtividade com sustentabilidade”, justifica o diretor executivo do Cesb, Luiz Antonio da Silva. Mais em www.cesb.org.br.


É possível trabalhar para erradicar a fome e a pobreza, desde que esses dois temas façam parte da agenda prioritária dos governos para melhorar a qualidade de vida no campo”. A afirmação é do representante da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO/ONU) no Brasil, Alan Bojanic, ao mencionar o Brasil como exemplo, visto que no ano passado o País deixou o grupo dos países que integram o mapa da fome. O Brasil ganhou da ONU a “missão” de produzir 40% de toda o volume de alimentos extra para atender as novas demandas da população até 2050, quando o mundo terá 9 bilhões de habitantes.