Acrimat divulga Panorama da Pecuária 2018

A busca por mais qualificação e embasamento técnico para gerir as propriedades tem aumentado entre os pecuaristas mato-grossenses. É o que revela o Panorama da Pecuária 2018, divulgado pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). O Panorama é elaborado em parceria com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base nas informações coletadas ao longo do Acrimat em Ação, um programa itinerante da pecuária de corte mato-grossense, que tem como objetivo levar informações técnicas de qualidade aos pecuaristas de corte, promover a integração entre eles e captar informações estratégicas de cada região do Estado, realizado desde 2011.
Segundo o relatório, os pecuaristas estão, não somente sendo alfabetizados, como galgando maiores níveis de conhecimento, pois a maior representatividade ficou com os pecuaristas que concluíram o ensino médio (28%), seguido pelos que concluíram o ensino superior (26%). No total da pesquisa, 10% chegaram a concluir uma pós-graduação e 8% fizeram curso técnico. Portanto, somando os valores dos que buscaram conhecimento depois do ensino médio chega-se a 44%, ou seja, quase a metade dos entrevistados buscaram qualificação profissional depois de saírem da escola.
Para o presidente da Acrimat, Marco Túlio Duarte, ao buscar mais conhecimento, os pecuaristas correm menos riscos na gestão do negócio. “Buscar ferramentas que vão contribuir para a gestão da propriedade, como informações a respeito de preços antes de fechar negócios, novas tecnologias disponíveis, estão entre as prioridades que vivenciamos hoje e mostra o quanto os pecuaristas estão se profissionalizando. O resultado é positivo, pois mesmo com alguns entraves presentes na atividade, por meio da informações as soluções são mais rápidas e assertivas”, afirma o presidente.
No entanto, a entidade alerta sobre a existência de ferramentas que ainda são poucos utilizadas pelos pecuaristas como, por exemplo, para consultar informações de mercado necessárias para fechamento de negócios. Conforme o levantamento, a principal fonte de informação são os frigoríficos com 41% das respostas.
“Temos importantes e precisas fontes e como o Sistema Famato que, por meio do Imea possui uma coleta sistemática de preços diários e semanais de todos os elos da bovinocultura de corte de Mato Grosso e está disponível para todos os produtores do Estado. E ainda há o Cepea, mas ambos ainda são poucos utilizados, com 14% e 8%, respectivamente. O ideal é que cada vez mais os pecuaristas se habituem a buscar as fontes oficiais, até por questão de segurança para os negócios”, afirma o gerente de Relações Institucionais da Acrimat, Nilton Mesquita. Ainda nesse quesito, 36% dos que responderam o questionário se baseiam em informações repassadas por outros pecuaristas.
Metodologia - O levantamento de dados foi realizado durante os 33 eventos realizados, em cinco rotas distintas, via aplicação de questionário aos participantes do Acrimat em Ação. As rotas tiveram início em fevereiro e o programa foi encerrado em junho de 2018. No questionário as perguntas foram divididas em duas abordagens: micro e macro.
Na abordagem micro, o objetivo foi conhecer o perfil dos pecuaristas, o sistema de produção utilizado em sua propriedade, bem como a questão da mão de obra das propriedades. Já no que diz respeito à abordagem macro, o foco foi obter a percepção dos produtores quanto aos fatores de fora de sua propriedade, tais como: as condições das estradas para o escoamento dos animais, as principais fontes de preços que utilizam e o relacionamento dos produtores com os frigoríficos no Estado.
Para ter acesso ao Panorama da Pecuária 2018 completo acesse o site: www.acrimat.org.br

Data: 30/08/2018
Fonte: Acrimat

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