Silagem de planta inteira de milho e sorgo

A distribuição sazonal da produção forrageira é responsável por grande parte das dificuldades encontradas pelos pecuaristas, pois gera insuficiência quantitativa e qualitativa de forragens. Esse comportamento promove um impacto negativo sobre o potencial de lotação, e consequentemente sobre a produtividade em sistemas de produção animal baseados na exploração exclusiva a pasto. Assim, há necessidade de uma suplementação alimentar nos períodos de escassez. O processo de ensilagem tem sido amplamente estudado com o intuito de suprir tais deficiências, melhorando o valor nutricional da dieta, reduzindo gastos com a utilização de concentrados e otimizando a eficiência produtiva das propriedades em períodos de escassez de pasto.
Na produção pecuária o valor nutricional das plantas a serem ensiladas é de suma importância para o pecuarista, porém a otimização de sistemas intensivos de produção pecuária depende da produção de silagem de baixo custo e alto valor nutritivo, para que o giro de capital investido seja feito no menor tempo possível. Assim durante o ano, o pecuarista deve estar atento em todos os processos da ensilagem, para que essa tecnologia seja empregada de forma correta na propriedade e proporcione lucro ao produtor.
A produção de uma silagem de qualidade começa no planejamento da área a ser implantada, seguida do plantio da cultura que será ensilada. Posteriormente, segue com o acompanhamento da lavoura até o momento do corte das plantas. Assim, a escolha da planta forrageira (espécie, cultivar, híbrido, etc.), as práticas culturais (adubação, espaçamento, etc.), manutenção dos equipamentos (afiação das facas) e a observação do ponto ideal para o corte influenciam diretamente no rendimento e na qualidade do produto final. Diversas espécies forrageiras podem ser utilizadas para o processo de ensilagem, porém, as culturas de milho (Zea mays L.) e sorgo (Sorghum bicolor L. Moench) são as espécies mais adaptadas ao processo de ensilagem, devido à considerável produção de matéria seca, ao potencial de fermentação e a excelente qualidade das silagens produzidas.
Tradicionalmente o material mais utilizado para ensilagem é a planta de milho, devido sua composição bromatológica preencher os requisitos para confecção de uma boa silagem como: teor de matéria seca (MS) entre 30% a 35%, e no mínimo de 3% de carboidratos solúveis na matéria original, baixo poder tampão e por proporcionar uma boa fermentação microbiana. Contudo, o sorgo levemente inferior ao milho, também se destaca por ser um alimento de alto valor nutritivo, que apresenta alta concentração de carboidratos solúveis essenciais para adequada fermentação láctica, bem como altos rendimentos de matéria seca por unidade de área e boa adaptação às variadas condições de solo e clima. Ambas as culturas apresentam facilidade de mecanização e alta produção de matéria seca por hectare, bem como elevado consumo voluntario pelos animais, ainda que tenham deficiências no teor de proteína bruta. Leia a íntegra na seção "Feno & Silagem".

Clique aqui e acesse a matéria completa.

Data: 20/04/2018
Fonte: Revista AG

Últimas notícias