Um navio no bar no Moraes

Como de costume, os amigos de longa data, Bicão e Leli, já se encontravam no bar do Moraes às 6h30 da manhã para tomar um pingado e comer o famoso pão com manteiga na chapa do português. Enquanto saboreavam a iguaria, assistiam ao noticiário da manhã, seguindo depois para o trabalho. Ambos tomaram um susto quando o âncora do telejornal anunciou que no porto de Santos haviam em torno de 25 mil cabeças de gado que aguardavam dentro no navio de nome “Nada” a viagem para a Turquia. A reportagem mostrava um grupo de ativistas filmados no dia anterior, se colocando à frente dos caminhões que traziam os animais e outros expondo faixas com dizeres como “É assim que se produz carne”. Nas entrevistas, os manifestantes afirmavam que essa operação sempre que ocorrida, é exemplo de maus tratos aos bovinos, pois de acordo com as ONGs que protestavam e embargaram temporariamente o processo de exportação, os caminhões e navios não apresentavam condições mínimas de bem-estar aos animais.
O assunto espalhou-se por todo canto, deixando muita gente revoltada com a notícia. Em pouco tempo o episódio foi esclarecido à população leiga no assunto, demonstrando que todos os bezerros são tratados com os cuidados necessários, atendendo a todas as regras do bem-estar animal.
Tão logo recebera o comunicado que a Justiça de São Paulo havia determinado a suspensão do processo de exportação desses animais, a empresa responsável, entrou com recurso, jogando o processo para a esfera federal, a qual solicitou a inspeção da vigilância sanitária, concluindo em seu relatório que o navio tinha e tem todas condições sanitárias para realizar o transporte, provendo ao gado dos recursos necessários para que chegasse ao seu destino com saúde e bem tratado.
Nos últimos anos o Brasil exportou milhares de animais vivos a diversos países, sendo o principal cliente a Venezuela. A Turquia, que completa seu segundo embarque de cruzados pelo porto de Santos, atingiu 45mil animais cruzados. Em 2018, serão mais de 80 mil bovinos, frutos de cruzamento industrial, que serão exportados para a Turquia, o que anima os criadores em continuar a fazer o cruzamento bem dirigido com touros de alto potencial de crescimento. A aritmética é simples: o quilo desse bezerro comprado com até 300 quilos de peso é pago pelos exportadores com ágio de até 30% sobre o preço da arroba do macho, sendo, então, uma alternativa interessante para aqueles que se esmeram em produzir com qualidade.

Data: 13/04/2018
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