Grupo apresenta ações contra a mosca-dos-estábulos em São Paulo

O Grupo Técnico da Mosca-dos-Estábulos, instituído pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, apresentou o relatório final das atividades desempenhadas entre 2016 e 2017 com produtores e representantes das usinas para evitar a proliferação do inseto no rebanho paulista. A mosca, que se alimenta do sangue de animais, prejudicando ganho de peso e produção de leite, tem provocado danos à população e à atividade pecuária nos últimos anos.
Composto por técnicos da Pasta que atuam nas Coordenadorias de Assistência Técnica Integral (Cati), de Defesa Agropecuária (CDA) e nos Institutos Biológico (IB) e de Economia Agrícola (IEA) da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), o grupo iniciou os trabalhos com seis reuniões para analisar a situação em todo o Estado e definir as principais frentes de atuação. Os resultados do mapeamento concluído em 2016 foram publicados em um relatório.
De acordo com o dirigente da Assessoria Técnica da Pasta Estadual, José Luiz Fontes, é fundamental o emprego de práticas de manejo adequadas para os diferentes subprodutos e resíduos gerados tanto pelo setor sucroalcooleiro, quanto pelo setor pecuário. “O impacto econômico das altas infestações deste inseto sobre os rebanhos é imensurável e extremamente prejudicial para a sustentabilidade das atividades pecuárias nas áreas afetadas”, explicou.
Apesar da ampla discussão sobre o tema, destacou Fontes, ainda são necessários estudos. “Os aprofundamentos permitiriam elucidar muitos pontos ainda desconhecidos, especialmente no que tange ao desenvolvimento de métodos mais eficazes para controle desta praga”, afirmou.
O grupo também realizou atividades de capacitação e ministrou treinamento a pecuaristas, representantes do setor sucroalcooleiro, técnicos e representantes dos segmentos envolvidos nos municípios de Ribeirão Preto, Piracicaba, Lençóis Paulista, Ourinhos, Herculândia, Fernandópolis, Andradina, Paraguaçú Paulista, Lutécia, Barretos, Valentim Gentil.
Atuação integrada que foi destacada pelo assessor do Gabinete, Sergio Murilo Hermógenes Cruz. "À luz do conhecimento e do estudo, as ações conjuntas dos órgãos da Secretaria propiciam um encaminhamento vital a este problema grave e recente que tem afetado o rebanho paulista", avaliou.
Além de orientar os produtores, o grupo também promoveu um importante trabalho de conscientização junto às usinas, ao visitar unidades para acompanhar a aplicação das técnicas de concentração da vinhaça e redução do volume de efluente. A iniciativa teve apoio de entidades como a União dos Produtores de Bioenergia (Udop) e da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), que orientaram seus associados a adotarem medidas de controle.
De acordo com Sidney Ezidio Martins, médico veterinário integrante do Grupo Técnico, a tecnologia de concentração de vinhaça demonstrou ser uma importante ferramenta no controle de surtos. “Ao concentrar o efluente e aplicá-lo na linha da lavoura torna quase nula a possibilidade de empoçamento sob a palhada, reduzindo a possibilidade de formação de criadouros para as larvas”, explicou.
O trabalho dos técnicos originou o Programa de Controle e Prevenção de Surtos da Mosca-dos-Estábulos, estabelecido pela Resolução SAA 38, que determinou uma série de procedimentos para as propriedades e usinas.

Data: 13/04/2018
Fonte: SEAB São Paulo

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