Confinamento: 20% de volumoso e 80% de concentrado é uma proporção que dá certo

Uma vez que a dieta tem maiores proporções de concentrado, a forma como é oferecida ao animal tem papel importante para o melhor desempenho. O milho e o sorgo são cereais com matriz proteica que reveste o amido, dificultando a digestão no rúmen do animal. O processamento dos grãos facilita a digestão, aumentando a superfície de contato do alimento com os microrganismos presentes no rúmen.
Dentre os processamentos de grãos temos a silagem de milho úmido, na qual de três a quatro semanas antes da colheita ideal, o milho é colhido com umidade de 38%, laminado em um moinho de rolo e então é compactado e vedado para que ocorra o processo de fermentação anaeróbica. Outra opção para silagem de milho úmido é a silagem de milho reidratado, onde o ponto de colheita é o ideal e, após a laminação fina, o milho é reidratado até atingir umidade de 35-38% e ensilado.
Processo pouco utilizado no Brasil, sendo realizado somente em grandes operações de confinamento é a utilização de milho ou sorgo floculado. Processo no qual o grão é exposto a alta temperatura e pressão, sendo prensado através de um moinho de rolo. Há um aumento na digestibilidade em relação ao sorgo e/ou milho moído fino, contudo, o investimento no equipamento é muito alto.
Dentre os processos, o mais utilizado no Brasil é a moagem fina, um processo mecânico, ocorrendo a quebra do grão em partículas pequenas, promovendo mudanças físicas. Quando comparado ao grão inteiro e ao milho laminado, a moagem fina possui maior ganho médio diário de peso, como também reflete em uma maior digestibilidade do alimento, melhorando também o aproveitamento do amido.
A utilização de dietas com altos níveis de concentrado tem como vantagens, reduzir o tempo de confinamento dos animais, elevar o ganho de peso diário, diminuir a idade dos animais ao abate, aumentar os teores de gordura e uniformidade das carcaças, diminuir o consumo de matéria seca já que os grãos apresentam maiores concentrações de nutrientes que os alimentos volumosos.
Os valores médios de concentrado utilizados nas dietas brasileiras variam entre 40-75%, mas com manejos adequados de adaptação e utilização de aditivos, os valores podem chegar a 80-90% de concentrado. Com o passar dos anos esses valores devem se elevar devido a maior familiarização dos brasileiros com as práticas do confinamento, observando que a eficiência dos animais tende a melhorar com teores de concentrado elevados.
Não existem valores ideais para utilização de concentrados nas dietas, isso vai depender de cada sistema de produção, onde os custos de cada ingrediente devem ser levados em consideração. A eficiência de dietas com altos níveis de concentrado é maior para o animal, já que a densidade energética é elevada, entretanto, pode ser menos econômica, caso a disponibilidade de alimentos volumosos esteja abundante em determinada propriedade e o preço dos grãos muito elevados.
Com o avanço no número de animais confinados no país devemos levar em consideração os custos das dietas dos animais, que pode variar de acordo com os níveis de volumoso e concentrado adotados pelo nutricionista. Dietas com elevados teores de concentrado podem ser responsáveis por 70-80% do custo de alimentação dos animais, e apresentam menores custos operacionais. Quando falamos na relação volumoso:concentrado das dietas devemos levar em consideração diversos fatores como o consumo de matéria seca, por exemplo, que é responsável pelo fornecimento dos nutrientes requeridos pelo animal para obter respostas satisfatórias no desempenho. Leia a íntegra na seção "O confinador".

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Data: 16/03/2018
Fonte: Revista AG

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