Touro x IA: vantagens e desvantagens de cada uma das tecnologias

Amigos da lida, o carnaval já passou, momento que parece “cair a ficha” do brasileiro que o novo ano realmente começou. Por falar em carnaval, este ano o zebu desfilou na Sapucaí pela escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel. Não ganhou, mas fez bonito, ficando na sexta colocação com samba enredo que recebeu nota máxima de todos os jurados falando sobre a Índia, principal berço do gado de cupim que aportou em terras brasileiras a partir do século XIX – parabéns José Otávio Lemos pelo envolvimento e resultado. A campeã foi a Beija Flor, com tema que soou como um verdadeiro pedido de socorro a respeito das barbaridades morais que acometem nosso país, em especial a corrupção sistêmica - espero começarmos a mudar esta realidade nas eleições deste ano.
Pois bem, 2018 chegou para valer e para construirmos um futuro melhor, além do voto responsável, o cidadão de bem deve se envolver mais na política. Outro ponto para analisarmos é que o agronegócio emprega cerca de 1 a cada 5 trabalhadores no país, e é responsável por cerca de ¼ do PIB nacional, no entanto a representatividade do campo no âmbito político é pequena e não acompanha esses números - não basta torcermos para dar certo, temos de participar! “Insanidade é continuar fazendo a mesma coisa e esperar resultados diferentes” (Albert Einstein).
Na coluna de hoje o tema é IA (Inseminação Artificial) x Touro em monta natural. Nas minhas andanças tenho escutado muita coisa a respeito do assunto, algumas vezes com posicionamentos radicais que me preocupam, já que o grande desafio da zootecnia é adotar a técnica mais eficiente para cada conjuntura, visando sempre o melhor resultado financeiro para o criador, sem perder em bem-estar animal.
Quem nunca ouviu um técnico, vendedor ou criador dizer que não precisa mais de touro na fazenda? Eu já, e considero uma afirmação perigosa.
A IA ganhou muito espaço no Brasil, principalmente nas últimas duas décadas com a evolução da técnica de IATF - Inseminação Artificial em Tempo Fixo -, que permite inseminar as matrizes com dia e hora marcada, como o próprio nome diz, facilitando muito a operação, por não necessitar mais da observação de cio. Com essa tecnologia surgiram muitas empresas e prestadores de serviço especializados e o Brasil passou a ser um dos países que percentualmente mais insemina bovinos de corte no mundo.
Principais vantagens da IATF: 1) possibilidade de utilização de sêmen de touros com alto valor genético em larga escala; 2) permite utilização de sêmen de raças taurinas e zebuínas para cruzamento com ganhos estratégicos de heterose e complementariedade, o que muitas vezes não seria possível pela falta de adaptabilidade de um touro em monta natural; 3) não requer o investimento inicial para aquisição de reprodutores; 4) serve para encurtar ou ajustar uma estação de monta. Saiba tudo na coluna "Brasil de A a Z", escrita pelo zootecnista William Koury Filho.

Clique aqui e acesse a matéria completa.

Data: 09/03/2018
Fonte: Revista AG

Últimas notícias