Professor José Fernando Garcia dá uma aula sobre genômica na AG

Nos idos de 2006, a genômica chegou ao Brasil com a proposta de cravar a partir de uma amostra de DNA se um animal seria um bom reprodutor logo ao nascimento. Hoje, a tecnologia evoluiu muito, mas ainda estamos distantes dessa realidade. Para mostrar o quanto avançamos e onde podemos chegar ouvimos o professor da Unesp de Araçatuba/SP, José Fernando Garcia, pioneiro nos estudos do genoma Nelore.
Segundo o especialista, a genômica permite integrar num único teste de DNA o melhoramento genético, seleção, o descarte de animais desalinhados com o sistema produtivo, a certificação de origem de produtos e animais e a verificação da paternidade. Aliás, em Dezembro de 2017 o MAPA editou uma Instrução Normativa regulamentando o uso dos SNPs como marcadores para uso nos serviços de registro genealógico do País, o que tornou oficial seu uso.Isso deve ajudar a integrar a cadeia e otimizar custos para o melhor uso da tecnologia.
"A genômica não é a solução para problemas de manejo, nutrição, sanidade e gestão das propriedades. Nem nunca será. Ela também não é 100% eficiente no melhoramento genético como se esperaria. Existe muita confusão quando se fala em eficiência do teste genômico. Quando falamos de testes de paternidade ou de certificação de produto ou animais, estamos contando com uma precisão do teste maior do que 99,9%. Essa lógica também é válida para marcadores denominados "monogênicos", ou seja, aqueles capazes de identificar se o animal “AA” vai manifestar uma característica e se for “BB”, outra oposta (esse é o exemplo do marcador para a presença ou ausência de chifres)", revela o professor da Unesp. Leia a íntegra na "Entrevista do Mês" da AG de fevereiro.

Data: 08/02/2018
Fonte: Revista AG

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