Queda do pH ruminal inviabiliza altas produções de carne e leite

O rúmen é um ambiente aberto, composto por um ecossistema no qual os alimentos consumidos são fermentados a ácidos graxos voláteis (AGV) e biomassa microbiana, servindo de fonte energética e proteica, respectivamente, para o animal. A microbiota ruminal tem a capacidade de, por meio dos processos de fermentação e degradação ruminal, utilizar alimentos com baixo valor biológico para os ruminantes e transformá-los em proteína de alto valor biológico e energia, que serão utilizadas pelos bovinos para o crescimento, reprodução e produção de carne, leite e lã.
Na bovinocultura moderna, a tentativa da maximização da produção animal tem, muitas vezes, promovido grandes alterações no ambiente ruminal, com instabilidade da microbiota e queda do pH ruminal. Estas alterações fazem com que o metabolismo e o crescimento da microbiota ruminal sejam insuficientes para suportar altas produções, devido à menor produção de proteína microbiana e AGV. Essas alterações levam não só a menores desempenhos produtivos, mas, muitas vezes, a enfermidades clínicas e subclínicas, tais como a acidose aguda, crônica ou o timpanismo.
A manipulação da fermentação ruminal tem como objetivos maximizar a eficiência de utilização do alimento e aumentar a produtividade do animal. Pode-se considerar a manipulação da fermentação ruminal como um processo de otimização, onde as condições ótimas são alcançadas pela maximização e/ou minimização dos processos de fermentação, dependendo de fatores como o tipo e o nível de alimentação, bem como a produção animal.

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Data: 12/01/2018
Fonte: Revista AG

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