Na Varanda: quem manda na família?

Ultimamente o assunto da sucessão tem ocupado espaço crescente nas conversas familiares. Como dizem os especialistas, a comunicação é a chave-mestra para desvendar o labirinto de conflitos, tanto os legítimos quanto os malignos. Aproveitando a época especial do ano, quero compartilhar com o amigo leitor o resultado de uma longa conversa com um produtor sobre a nova forma de convivência. Resumindo o assunto: quem manda em '‘quem" e "no quê" hoje em dia?
No passado, quem mandou foram os pais, nomeadamente, o pai, pois mandava porque pagava as contas, e pronto. Em outra oportunidade avaliaremos se foi só o pai-patriarca mesmo ou se não foi também a “dona” da casa, que, com seu jeito sutil, mas eficaz, tinha um impacto fundamental naquilo que se fazia na família e no negócio.
Hoje, com uma percepção mais democrática da vida e das pessoas e talvez também por uma maior influência maternal na gestão do dia a dia, muitas vezes ocorre o contrário. Quem manda são os filhos (ou um deles). Manda, porém, não paga. Tudo bem, tempos novos, regras novas. Como isso aconteceu? Talvez por uma combinação de 3 fatores. Os pais trabalhavam duro e queriam que os filhos tivessem uma vida melhor. Na escola, a moda da educação antiautoritária desmontou o velho modelo da ordem das coisas. No entanto, entre não castigar fisicamente e chamar a atenção para a responsabilidade de seus atos existe um longo caminho e muitas opções de orientação. A psicologia evidencia que jovens testam constantemente limites para definir espaço. Se hoje (quase) tudo é permitido ou perdoado, o último teste dos limites da vida para os jovens não seria o uso de drogas? A crescente onda de suicídios pode servir como indicador para essa dificuldade do jovem de encontrar uma posição saudável e de equilíbrio na sociedade. Vejam que se relata na imprensa internacional sobre o ‘burnout’, um fenômeno de depressão autodesenvolvido.
Nas últimas décadas os filhos foram idealizados e mimados. No entanto, quando eles entram na faculdade, ou seja, eles se chocam com a realidade de serem apenas ‘pessoas normais’, sem privilégios fantásticos que acreditavam possuir. A vida real deles começa com uma bela frustração.
Quando o número de filhos oscilava entre 5 e 10 jovens em casa, a vida já começava com a necessidade de cada um afirmar seu lugar. Com 1 a 2 filhos, o tratamento passa ser de privilégio. Até os Chineses tiveram de rever essa política que era necessária, e destrutiva para os jovens.

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Data: 12/01/2018
Fonte: Revista AG

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