Pecuária competitiva atinge uma produtividade mínima de 50@/ha/ano

Segundo dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – o Brasil ultrapassou a marca de 218 milhões de bovinos no último ano, representando um aumento de 1,4%, quando comparado com o ano de 2015. Apesar de a grande maioria ser criada a pasto, produzindo um animal de baixo custo de produção comparado a países como os Estados Unidos e Austrália, os indicadores de taxa de lotação e produtividade brasileiros são considerados pífios, não ultrapassando 1,5UA/ha e 5@/ha/ano, respectivamente.
O entendimento que se tem por aqueles que utilizam pastos em seus sistemas produtivos é, de maneira geral, de que trabalham de forma extensiva, e que sistemas intensivos são somente utilizados por quem confina o rebanho. Este conceito foi difundido simplesmente pelo fato da não exploração correta da fertilidade do solo e do manejo das pastagens nas fazendas, refletindo em seu potencial produtivo e obtendo, desta forma, conclusões errôneas sobre os resultados fornecidos com sistemas deste tipo de exploração. Quando se utiliza conceitos de produtividade em propriedades pelo Brasil a fora, é possível observar como é elevado o potencial de sistemas de produção que utilizam as pastagens de maneira adequada. Facilmente são obtidas taxas de lotação que variam de 8 a 12 UA/ha, dependendo da fertilidade do solo, da região do país e se é ou não irrigada, e para incrementar o fato, colhendo um alimento altamente qualitativo, variando de 15 a 18% de proteína bruta e 60 a 65% de NDT (energia).
Vivenciando esta situação e levando em consideração a carência que produtores de corte têm na transferência de tecnologia para alavancarem na atividade, não é difícil ouvir em eventos de difusão, a exemplo de dias de campo e palestras, questionamentos de pessoas que atuam no setor como: Por que não utilizar esta técnica, tão difundida na atividade leiteira, para trabalhar intensivamente em sistemas de produção de carne para recria e engorda a pasto? E ao mesmo tempo outra pergunta: Se é tão bom e mais econômico, por que poucos utilizam? Assim nasceu o Programa Arrobaideal, formatado e conduzido com o objetivo de apresentar uma alternativa para a produção de carnes, agindo nos pontos de estrangulamento da maioria das fazendas que trabalham com pecuária no Brasil, podendo ser resumido na gestão da fazenda e no manejo correto dos pastos.
Quando se atua de maneira adequada na interação “homem x planta x animal”, conseguimos fazer com que a pecuária ganhe competitividade com outras atividades agropecuárias existentes. Tais resultados são provenientes da excelente margem entre o custo de produção da arroba e o preço praticado no momento do abate, mesmo considerando um possível ágio advindo da compra de bezerros caros como ocorreu neste último ciclo no país. Esta margem, que pode ultrapassar mais de R$ 40,00/@, é possível de ser conquistada em função da não utilização de volumosos de cocho na metodologia do programa, tendo como seu alicerce a irrigação como forma de zerar (em parte da região Centro-Oeste, Norte e Nordeste do País) a estacionalidade de forragem, mantendo, assim, sua oferta e com um alimento de excelente qualidade, capaz de suprir as necessidades para um GMD de 1kg/dia, caso haja potencial genético do rebanho. Quando conciliamos um ganho de peso satisfatório, juntamente com uma alta taxa de lotação, temos como consequência uma elevada produtividade do sistema, podendo atingir até 100@/ha/ano. Veja tudo na "Escolha do Leitor" do Guia do Criador 2018.

Data: 07/12/2017
Fonte: Revista AG

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