Leilão de Touros: será que devemos voltar um pouco às origens?

Amigos pecuaristas, já estamos quase em dezembro, o final de ano se aproxima.
O clima continua apresentando mudanças, normal de acordo com ciclos vivenciados pelo planeta e mais perceptíveis em regiões específicas. Em boa parte da região Centro-Oeste as chuvas atrasaram, com isso alguns clientes não tiveram volume suficiente para iniciar a estação de monta e podemos ter um comprometimento na produção do milho safrinha.
Produtores de touros, a prosa de hoje é séria, vamos falar um pouco sobre o modelo atual dos leilões de reprodutores com um olhar crítico, buscando enxergar pontos positivos e negativos. Vamos ainda relembrar como as coisas aconteciam antigamente. Quem sabe o modelo antigo pode nos dar luz para soluções futuras. Claro que devemos andar para frente. Avaliações genéticas, evolução da suplementação, novos canais de comercialização como TV e internet, estruturação de grandes leiloeiras e maior estabilidade da moeda brasileira fazem o cenário atual completamente diferente daquele vivenciado nas décadas de 1970, 80, 90 e até diferente do início do século XXI.
O ponto principal que gostaria de colocar é que os leilões de touros estão se distanciando do modelo praticado na pecuária comercial e se aproximando do modelo praticado na pecuária chamada de “elite” – o que parece não ser bom para a saúde financeira e sustentabilidade do segmento.
Ainda posso me recordar das estórias narradas por criadores de mais de 50 anos de estrada, como meu pai, que relatam as vendas de touros nos pavilhões das exposições com situações muitas vezes inusitadas. Naquela época o pagamento era feito à vista, muitas vezes em espécie, ou em dois, três e até quatro cheques, ou até financiados pelo banco em ações particulares para aquela exposição em questão.
Eu me recordo da venda de touros na fazenda com o preço do reprodutor balizado em torno de 45 a 55 @ de boi gordo, até os leilões que acompanhei na década de 1990, muitos deles na capital São Paulo, sem canais de televisão e, segundo as fontes que conversei, que podem ter iniciado com quatro parcelas, passando para seis, até chegar a um formato de 12 parcelas mensais - que durou um bom tempo. E hoje, como andam as coisas? Saiba mais na coluna "Brasil de A a Z", escrita pelo zootecnista William Koury Filho.

Data: 07/12/2017
Fonte: Revista AG

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