Importância das avaliações intrarrebanho

Podemos considerar como avaliações intrarrebanho as provas fenotípicas realizadas nas fazendas, que podem ser simplesmente com pesagens e medidas de perímetro escrotal (PE) nos machos. Metodologias de provas mais elaboradas podem comtemplar avaliações visuais, medidas de carcaça por ultrassonografia e testes de eficiência alimentar.
Então, o que chamamos de avaliação intrarrebanho são as tais provas de ganho em peso? Isso mesmo, mas hoje as provas devem avaliar mais características do que simplesmente os pesos e ganhos em peso em determinados períodos e podem ser chamadas de provas de desempenho individual. Essas provas de desempenho individual, quando realizadas em universidades ou instituições de pesquisa, ou até em fazendas que recebem animais de diferentes rebanhos, são denominadas provas coletivas, já quando as provas são realizadas na fazenda sem receber animais de fora podem ser chamadas de avaliação intrarrebanho.
As provas de desempenho fenotípico intrarrebanho são importantes por vários aspectos. O primeiro deles é a correta formação dos grupos de manejo*, fundamental para se comparar indivíduos e obter informação básica para compor os grupos de contemporâneos nos programas de melhoramento para se estimar DEPs (Diferença Esperada na Progênie) com qualidade. Outro ponto é identificar os animais que melhor desempenham no sistema de produção praticado na fazenda, pois se aquele conjunto de genes desempenhou bem num ambiente específico, significa que houve uma interação positiva e que aquele material genético parece ser apropriado às condições particulares em que foi criado e selecionado.
As provas intrarrebanho podem ter maiores ou menores correções para efeitos ambientais como pesos e PE corrigidos para idades específicas, época de nascimento e idade da mãe, até chegarem a compor avaliações genéticas contemplando também ano e estação de nascimento, além da matriz de parentesco. Mais dicas você encontra na coluna Brasil de A a Z do zootecnista William Koury.

Data: 06/10/2017
Fonte: Revista AG

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