Gestão

Segurança ambiental à cria e à recria

Gestão

Pontos-chave para alavancar o monitoramento de fornecedores indiretos na pecuária

Marco F. Mantovani*

Durante o ano de 2017, por conta, principalmente, das operações de fiscalização de órgãos ambientais federais na cadeia produtiva da pecuária, o monitoramento dos fornecedores que não vendem bois diretamente para os frigoríficos, ou seja, os “fornecedores indiretos”, voltou com força nas discussões setoriais, ocupando com outras temáticas a agenda dos atores desse setor econômico no que tange às questões socioambientais.

A importância de chegar à origem do gado reside no fato de que as atividades de cria e recria, por serem menos exigentes em termos de qualidade do pasto e não monitoradas pelos acordos legais e voluntários da pecuária amazônica, instalaram-se na fronteira do desflorestamento no bioma amazônico.

A Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, que, há anos, fez da temática uma das suas bandeiras por conta da contribuição que o monitoramento pode dar à luta contra o desmatamento, conseguiu, nesse contexto, reforçar seu papel de facilitadora de relações entre os atores ao longo da cadeia.

Desse trabalho, foram elaborados cinco pontos-chave para que, ainda em 2018, se possa começar um processo para escalar o monitoramento dos fornecedores indiretos da cadeia da pecuária amazônica e estendê-lo para outros biomas importantes em termos de conservação de vegetação nativa como o Cerrado.

1 Garantir o acesso às informações das propriedades e sua confidencialidade – O acesso às informações como CAR e GTA é importante para localizar as propriedades dos fornecedores indiretos. A análise dos documentos pode ser feita por plataformas que garantam a confidencia...

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