Genética

MAIS PRENHEZES

Aumento da fertilidade na inseminação contribui para a rentabilidade do rebanho

Gustavo Morales*

Quando falamos em IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo), a fertilidade do sêmen é um dos principais pontos para a eficiência e a viabilidade do processo. Já é sabido e comprovado que há uma variação considerável entre indivíduos para essa característica. Mas como a seleção de touros com maior transmissão de fertilidade pode influenciar na rentabilidade da IATF?

A resposta é simples e impressiona. Para se ter uma ideia, o percentual de fertilidade de um touro chega a ultrapassar a casa dos dez pontos percentuais em comparação com a média registrada pelo rebanho nacional. Em um caso como esse, a escolha do reprodutor certo paga todo o custo de aplicação da técnica, incluindo o sêmen, o protocolo e até a mão de obra.

Para a fácil identificação desses touros – que, realmente, podem fazer a diferença no bolso do pecuarista –, existe, hoje, no mercado, o programa de certificação (IATFmax) que avalia o desempenho do reprodutor a campo, resultado estatisticamente processado com cruzamento de informações vindas de outros fatores como condições do rebanho em que foi utilizado.

Com base em dados reais e genômicos, é feita uma categorização dos animais, possibilitando que o produtor rural conheça, no momento da compra do material genético, a taxa média de fertilidade do touro em comparação com a porcentagem média do rebanho nacional. O lucro garantido com o direcionamento para fertilidade pode ser ainda maior quando essa seleção é aliada a outras características, como uma maior precocidade de prenhez, no caso das fêmeas, e também um maior desempenho (ganho de peso ao desmame) nos machos.

Dessa forma, é possível obter um incremento extraordinário dentro do sistema de produção como um todo. Aliar animais melhoradores e bons índices de fertilidade podem...

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