Pastagem

Pasto também é lavoura

Pastagem

Para a bovinocultura de corte atingir o grau de produtividade de outras culturas agrícolas, é fundamental que os pecuaristas invistam

Erick Henrique [email protected]

Dados coletados, em 2017, por Athenagro, Secex/MDIC e IBGE, e apresentados, em julho, pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) revelam que o Brasil possui 164,96 milhões de hectares de pasto, com taxa de ocupação de 1,34 cab/ha, lotação de 0,94 UA/ha. O peso médio de carcaça foi de 247,66 kg, e o rendimento médio ficou em 52% e 55%.

Essas informações mostram a clara participação da pecuária no PIB do agronegócio brasileiro, onde o PIB Pecuária Total atingiu 31%, enquanto o PIB Agricultura Total fechou com 69%. Por outro lado, a pecuária de corte tem um longo caminho a percorrer para aumentar os índices de produtividade, e uma maneira mais eficaz e sustentável de fazer isso é manejar a pastagem do mesmo modo que o agricultor trata a lavoura de soja, milho, algodão etc.

Segundo o zootecnista e professor de Forragicultura e Nutrição Animal, Adilson de Paula Almeida Aguiar, é fato que já existem pecuaristas que otimizam todos os recursos disponíveis na propriedade e alcançam altas produtividades animais por hectare. Agora, nas culturas agrícolas, as diferenças entre as produtividades média, mínima e máxima são pequenas. Por exemplo, na cultura da soja, a produtividade média na região dos Cerrados está próxima a 60 sacas/ha; a mínima, por volta de 40 sacas/ha; e a máxima, por volta de 90 sacas/ha. É uma diferença que oscila entre 32% e 50%.

“Na pecuária de corte, essas diferenças são significativas. A produtividade média de carne nas pastagens brasileiras considerando o ciclo c...

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