Caindo na Braquiária

Brasil, alma mater

Caindo

Domingo de inverno, para mim, serve para ler jornal, revistas e um bom livro, correr dez quilômetros sem marcar tempo e fazer um bom churrasco com a família.

No mês passado, em uma manhã de domingo, lendo a Folha de S.Paulo, me deparei com uma matéria de três páginas sobre a expansão demográfica e o crescimento populacional dos principais países até 2100, baseada nas tendências de taxas de natalidade, mortalidade e migração publicadas no último relatório da ONU intitulado “World Population Prospects: The 2017 Revision”.

Gostaria de pedir permissão ao amigo leitor que não teve acesso a esse documento destacando alguns pontos interessantes que nos fazem pensar sobre o papel do Brasil como alma mater (expressão do latim que significa mãe que alimenta) do mundo.

Daqui a quatro décadas, a população brasileira será superada por países africanos, como Congo, Etiópia, Tanzania, Uganda, Egito e Níger, deixando-nos fora da lista dos dez mais populosos (hoje, somos o quinto mais populoso).

Os idosos representarão, até 2100, quase 2 bilhões de habitantes, enquanto o número de crianças cairá rapidamente, na maior parte do planeta – com exceção da África, onde o número de nascimentos por mulher continuará alto, explicando por que a nação africana tomará da Ásia a dianteira da expansão demográfica, devendo sua população saltar de 1,3 bilhão para 4,5 bilhões de habitantes. Tal expansão fará com que o continente africano represente 80% do crescimento populacional mundial. Enquanto a população brasileira envelhece, a África vive uma explosão de jovens.

Essa primeira previsão pode trazer consequências benéficas ao nosso agronegócio, caso o Brasil fortaleça ainda mais a relação com o continente africano, fechando acordos comerciais para ...

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