Na Varanda

Onde estão as mulheres?

Na

Francisco Vila é economista e consultor internacional [email protected]

Recentemente, tive uma experiência que me deixou bastante pensativo e gostaria de compartilhar com o amigo leitor. Fui convidado para fazer um treinamento de 40 jovens, sucessores de produtores rurais no Sul do País. Os participantes foram selecionados por cooperativas. O perfil do grupo: idades entre 20 e 30 anos; propriedades de porte médio, com atividades de soja, milho e leite.

Fiquei muito animado, pois é esse o público que mais gosto para debater as megatendências e os novos modelos da agropecuária 4.0. Preparei uma nova abordagem especificamente focada no entusiasmo de jovens com vocação e determinação para construir suas vidas no campo, pois serão essas moças e moços que levarão o legado dos pais a um novo patamar.

Serão eles que trabalharão no melhor negócio do Brasil, combinando tecnologias cada vez mais sofisticadas com a preocupação de preservar os recursos naturais e, naturalmente, ganhando dinheiro para sustentar a família que cresce, enquanto o tamanho da terra continuará igual.

No dia do treinamento, meu avião atrasou. Correndo para o hotel, no qual ocorreram simultaneamente diversos eventos, subi diretamente pelo elevador e entrei na primeira sala do corredor. Vi um grupo de jovens, mas havia apenas homens e, assim, tive que voltar para a recepção para perguntar onde estava correndo “meu evento” com filhos de agricultores.

Fiquei espantado, pois me mandaram para a mesma sala onde havia entrado anteriormente. Olhei com mais atenção e percebi que aquela era mesmo a plateia dos sucessores do agro do meu programa. Enquanto montava a apresentação, parei e perguntei-lhes em bom som: “Onde estão as mulheres”?

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