Sobrevoando

Fretes

Toninho Carancho
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Os fretes e os caminhoneiros estão nas manchetes de todos os meios de comunicação e também ocupam boa parte de nossas conversas do dia a dia. E não podia ser diferente. Todos nós fomos afetados pela paralização. E a grande maioria foi afetada negativamente. O Brasil realmente parou e não estou falando de ter parado quando os caminhões estavam parados nas rodovias, falo de parado economicamente. Aliás, quem conseguiu ficar parado no mesmo ponto onde se encontrava antes da paralização do final de maio deve se dar por muito satisfeito. Quase todo mundo acabou andando para trás. Brecamos e engatamos a marcha a ré, uma lástima. As coisas estavam querendo engrenar, pegar o jeito, dar uma apontadinha para cima, mas...

Se eu fosse caminhoneiro, muito provavelmente teria entrado nessa paralização, a coisa realmente não está fácil. Além do preço do diesel, os pedágios e as multas vão acabando com a pequena lucratividade deles. É como qualquer outro negócio no Brasil. O nosso sócio é pesado demais, preguiçoso demais, guloso demais e acaba nos afetando de uma forma terrível.

Mas tem um adjetivo do Governo que agora está mudando, invisibilidade. A paralização ajudou a desnudar o nosso sócio, mostrando que o preço do diesel na refinaria é algo próximo aos R$ 2,00, e que o restante é lucro da cadeia e, principalmente, impostos. O Rei está começando a ficar nu. A vassalagem (nós) está começando a ver e perceber que estamos trabalhando muito para essa nova realeza e que pouco ou nada fica para os súditos. Está ficando visível. E quando fica visível, as pessoas começam a não gostar do que estão vendo. Não queremos esse sócio com esse percentual tão alto de ganho e tamanha ineficiência; não o queremos só cobrando. Queremos que ele pegue junto com a gente, que faça a parte dele bem feita, no capricho, de forma correspondente aos nossos impostos.

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