Caprinovicultura

Mercado promissor para o leite de ovelha

Caprinovicultura

Apesar de ainda representar uma pequena parcela de negócios no cenário da ovinocultura brasileira, a produção tem potencial para crescer nas propriedades e no gosto do consumidor

Denise Saueressig
denise@revistaag.com.br

Perto de outros mercados, como o da carne e da lã, a produção de leite de ovelha ainda é restrita no Brasil. Há poucos criadores que se dedicam a rebanhos com essa aptidão, e os alimentos derivados estão voltados, principalmente, a consumidores de um nicho mais específico.

A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos Leiteiros (Abcol) registra produtores em estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. As principais raças no País são a Lacaune, que tem origem francesa, a Bergamácia, que é italiana, e a alemã East Friesian. “A Santa Inês é uma raça brasileira que deveria ser estudada para essa produção devido a rusticidade, habilidade materna e produção leiteira”, considera a pesquisadora Cristina Maria Pacheco Barbosa, do Instituto de Zootecnia (IZ), da Secretaria de Agricultura de São Paulo.

Como o leite de ovelha é mais gorduroso, as principais oportunidades e potencialidades do alimento estão relacionadas à produção de derivados lácteos, como iogurtes, queijos e doce de leite. “Geralmente os produtores têm sua própria marca. Como a cadeia é pequena, o consumidor e o produtor estão bem próximos, por meio de feiras, atividades de turismo rural e lojas especializadas”, observa Cristina. Entre os diferenciais do leite de ovelha para os produtores, segundo a pesquisadora, está a quantidade maior de sólidos. “O rendimento industrial é de 5 para 1, ou seja, 5 quilos de leite para fazer 1 quilo de queijo, enquanto que o de vaca é 10 p...

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