Entrevista do Mês

No compasso da evolução

Entrevista

O setor de suplementos minerais acompanha os investimentos em genética e gestão dos novos pecuaristas. Para tratar minuciosamente deste mercado, ouvimos Ademar Leal, o novo presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementação Mineral (Asbram).

Adilson Rodrigues
adilson@revistaag.com.br

Revista AG – Nos últimos anos, vimos a pecuária brasileira evoluir em seu status sanitário, melhorar aos poucos a genética utilizada nos rebanhos e aderir a novas técnicas de manejo. A nutrição acompanhou?

Ademar Leal – A nutrição não só acompanhou os mercados de sanidade e genética como, provavelmente, puxou a fila da tecnologia no manejo utilizado nos rebanhos bovinos. Tivemos uma modernização fortíssima no mercado de nutrição animal nos últimos 15 anos, com o advento dos produtos proteinados e o surgimento de confinamentos cada vez mais tecnificados, com maior produção de desempenho e preço da arroba cada vez mais competitivo.

Revista AG – Apesar de ser uma tecnologia indispensável, por que o suplemento mineral ainda vem sendo bastante negligenciado pelo produtor brasileiro?

Ademar Leal – Acreditamos que a negligência no uso de suplemento nas propriedades brasileiras ocorre, em grande escala, devido à desinformação e à falta de auditoria dos números relacionados ao ganho de peso do rebanho. A pecuária brasileira é muito carente de dados reais da produtividade, por isso, o uso do suplemento acaba sendo penalizado. Muitas vezes, quando o produtor resolve auditar o resultado do rebanho, já é tarde. As vacas não emprenharam, os bezerros desmamaram leves e a boiada não engordou conforme se necessitava e não atingiu ...

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