A Voz do Criador

Na cara, não!

Faz alguns meses, um movimento vem crescendo de forma silenciosa nos bastidores da pecuária, impulsionado pelas novas exigências em relação ao bem-estar dos bovinos. Quem lidera é o professor Mateus Paranhos da Costa, do Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO).

O objetivo é acabar com o uso da marca a fogo no Brasil. Manejo reconhecidamente agressivo, e que ainda leva a distúrbios comportamentais por toda a vida do animal – comprovado cientificamente, esse manejo ainda é bastante utilizado pelos pecuaristas brasileiros que, segundo o especialista, é mais por uma questão cultural.

Ganha apoio de Carmen M. Perez, que a substituiu por coleiras, brincos eletrônicos e tatuagem, a qual alega que, se bem feita, dura até dez anos, período que um boi de corte já teria sido abatido tranquilamente. Outros criadores embarcaram nessa onda!

A Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol também deu sua contribuição, ao reduzir o número de marcas e eliminar a queimadura na cara. Outras associações mantêm-se resistentes. Para saber mais, não deixe de acompanhar nossa “Matéria de Capa”, que também foi um pedido seu que votou na “Escolha do Leitor”.

Fora da fazenda, o debate fica por conta da greve dos caminhoneiros, cuja repercussão pode ser vista na nossa “Entrevista do Mês”, “Conjuntura”, “Mercado” e “Sala de Ordenha”, onde o nobre leitor encontrará muitas informações relevantes sobre o tema.

Na questão do preparo da alimentação, “Feno & silagem” volta com força para apontar que o rendimento da silagem depende de cuidados em todo o processo, do preenchimento à retirada do silo.

Assunto complementado pela seção “O Confinador”, que diferentemente dos artigos publicados até o momento, mostra o confinamento como uma ferramenta para aliviar a pressão de pastejo e ajudar a elevar o número de matrizes no plantel.

Importante salientar também o resultado do Top 100 – Zebuínos, em que será possível conhecer os 50 maiores vendedores de touros de sangue zebu no Brasil. Algumas surpresas apareceram na edição 2018.

“Leite” destaca a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) no bioma Cerrado e “Caprinovinocultura” apresenta como o produtor pode lucrar mais com a produção de leite de ovelha.

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Boa leitura!