Entrevista do Mês

“Se o boi é de primeira, não existe carne de segunda”

Entrevista

A frase que ilustra o título abaixo é proferida de Norte a Sul do Brasil por um profissional que se tornou uma referência quando o assunto é qualidade de carcaça e os diferentes cortes que dela podem surgir. Falamos de Marcelo Conceição, mais conhecido por seu apelido Marcelo Bolinha, que fornece dicas importantes para produtor, frigorífico, varejista e consumidor.

Adilson Rodrigues
adilson@revistaag.com.br

Revista AG - Em relação à qualidade da carne bovina, você considera que a pecuária brasileira está em um novo patamar?

Marcelo Bolinha – Já acompanho a pecuária brasileira há 30 anos, mas nos últimos dez a carne bovina vive um salto impressionante. É carne marmorizada, mais gorda, mais macia, de novilho precoce, de hiperprecoce, vemos filmes, documentários etc. Porém, ainda vamos evoluir muito. A curva de crescimento profissional nos frigoríficos, açougues e distribuidoras é acentuada. Está todo mundo querendo se profissionalizar e, no meio disso tudo, ainda combater o abigeato. Hoje, há opções para todos os gostos. Desosso carnes no País inteiro e sempre noto diferença de cheiro quando crua ou assada, sabor, tamanho de osso, deposição de gordura ou músculo... Há muitas diferenças de alimentação e muitos tipos de raças.

Revista AG - E aquela história de a carne ser de segunda é lenda?

Marcelo Bolinha - Só no Brasil há essa nomenclatura. Uma vez estive em um simpósio no qual um pecuarista reclamou que enviava um boi de qualidade para o frigorífico e metade dele era classificado como “de segunda”. Não posso aceitar isso, dizia. Na época, tínhamos colocado uma churrasqueira no me...

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