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Na dose certa

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Pecuaristas estão elevando os índices de produtividade por meio da suplementação de precisão do rebanho

Erick Henrique
erick@revistaag.com.br

A bovinocultura de corte está passando por um momento importante de transição. O modelo habitual de produção de carne bovina está fechando a conta dos pecuaristas no vermelho, porém, uma parcela deles está ciente de que algo precisa ser feito para reverter o panorama.

São produtores mais preocupados em avaliar as características do solo e que passaram a acompanhar a qualidade das pastagens oferecidas ao gado durante o ano todo. Decisão que os permitiriam adotar um programa nutricional mais adequado ao rebanho. Estamos falando da suplementação de precisão, conceito muito divulgado pela indústria na última década, mas que não ganhou corpo entre a massa de pecuaristas.

Afinal, mais do que suplementar os animais criados a pasto com sal mineral, é necessário compreender as carências nutricionais de cada fazenda. Pouco adianta oferecer o melhor insumo do mercado, se os custos mais elevados derrubarão bruscamente a margem de lucro do criador. Por esse motivo, fazer melhor proveito dos nutrientes tornouse fundamental.

O zootecnista da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e consultor da Agrosuisse, Fábio Sampaio Vianna Ramos, reconhece que a pecuária passa por uma verdadeira transformação de conceitos e práticas. Nesta última década, não somente o conceito de suplementação de precisão ao rebanho ganhou evidência como também o respeito ao bem-estar animal, a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), a recuperação de pastos degradados, o manejo reprodutivo e a capacitação de mão de obra.

“Conhecer o solo e a composição das forrage...

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