Mercado

Classe C deseja carne melhor

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Não são apenas os churrasqueiros que anseiam por qualidade. A dona de casa também busca maciez, boa coloração e gordura atrativa

Adilson Rodrigues
adilson@revistaag.com.br

Picanha, alcatra e contrafilé são de longe os cortes cárneos bovinos mais procurados no fim de semana. Quem come mosca e chega tarde ao açougue tem de ir longe para encontrar os melhores cortes para o churrasco.

As carnes de grelha e gourmet sempre estiveram no prato dos consumidores das classes A e B. Tamanha é a demanda que até pouco tempo atrás varejistas e empresários do ramo da gastronomia recorriam frequentemente às importações argentinas e uruguaias.

Com o aumento na oferta de bois providos de maior rendimento de carcaça e bom acabamento de gordura, mais e mais pedidos são atendidos pelos frigoríficos nacionais. Essa é uma carne proveniente de parcerias com pecuaristas mais organizados e melhor remunerados.

Até aqui não há segredo. A grande novidade é que o interesse por qualidade não parte somente da elite da sociedade brasileira, como muitos imaginavam. A dona de casa brasileira está à procura de maciez, sabor, suculência, melhor coloração e gordura atrativa.

É bem verdade que muitas vezes a rainha do lar “desconhece” a qualidade, que, depois de apresentada, torna-se critério nas compras futuras. Dessa forma, cortes de dianteiro têm alçado um novo patamar de valorização.

Essa carne não necessariamente deriva de bois cruzados, castrados e abatidos antes dos 20 meses de idade, mas também não é mais oriunda daquele Nelore tardio, criado toda a vida no pasto e morto aos cinco ou seis anos de idade.

Em outras palavras, trata-se de um boi Nelore, abatido aos 30 meses, que, em breve, deve c...

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