Caindo na Braquiária

Quando o confinador pensa em genética

Caindo

Com o romaneio em uma das mãos e a planilha de dados do confinamento aberta na sua frente, Enio Balan, criador do Oeste do Mato Grosso, tentava desvendar os motivos que geraram tantas disparidades no ganho de quilos de carcaça no lote dos mais de 500 bois levados ao abate.

A diferença de ganho de carcaça entre os 10% melhores e os 10% piores do lote chegava a 20%, representando essa diferença quase 200 gramas de ganho diário de carcaça entre eles. Tal dissimilitude resultava em um ganho extra de R$ 173,00 por cabeça, quando considerados os prêmios por qualidade e o preço da arroba recebidos na venda dos melhores animais.

Enio tinha algumas variáveis para verificar e descobrir o motivo dessa diferença de ganho em peso. A primeira delas foi a questão de formação de lotes com diferentes pesos de entrada entre os animais do confinamento. Poderia haver animais de tamanhos distintos dentro do mesmo lote, gerando certo domínio entre os maiores animais no momento da ingestão de ração. Ao checar sua planilha de pesos e idades, verificou que a diferença de peso na entrada não passava de 15 kg, o que também acontecia com as idades dos animais, pois os bois mais velhos tinham apenas 30 dias a mais que os animais mais jovens do lote, portanto, esse quesito foi descartado pelo produtor.

A fim de dirimir a questão, Balan decidiu se ater à questão genética, a qual poderia ser o lenitivo mágico que o fizesse aplacar sua curiosidade, mesmo ouvindo da maioria dos nutricionistas que, com um balanceamento nutricional adequado, a dieta perfeita conseguiria transformar um animal de potencial genético ruim em um boi de qualidade, sendo a genética não tão importante quanto a nutrição.

Balan, então, abriu uma planilha que também t...

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