Genômica

Vigilantes do Peso

Genômica

JOSÉ FERNANDO GARCIA
Médico-veterinário, professor, pesquisador e consultor (Unesp e AgroPartners) jfgarcia@fmva.unesp.br

Quando eu ainda era estudante de Medicina Veterinária, nos idos da década de 1980, ouvi de meus professores que a prática mais importante a ser observada em um sistema de produção animal era a manutenção de “registros zootécnicos”. Mesmo vaga, aquela menção sempre esteve presente na minha memória, o que me fez, ao longo dos últimos 30 anos, contrastar a eficiência dos sistemas que conheci com a capacidade de registrar informações. É impressionante (e óbvio!) como resultados positivos de produtividade estão invariavelmente associados ao bom registro de dados e sua interpretação.

O setor de aves e suínos é um exemplo de ouro e com o qual podemos aprender muito, e tirar lições importantes para a bovinocultura. Consumo alimentar por baia/galpão, monitoramento sanitário constante e estatísticas diversas sobre produtividade são observadas corriqueiramente, servindo como base para tomada de decisões do dia a dia.

No caso da pecuária de corte, seria óbvio esperar que medidas de peso corporal individual fossem tomadas rotineiramente durante a vida produtiva dos animais, e que servissem de parâmetros para decisões de apartação, descarte, seleção e acasalamento.

Fiquei estarrecido outro dia ao saber que apenas 8% das propriedades rurais do estado de São Paulo que se dedicam a bovinocultura possuem balança. Ou seja, em pleno século XXI, em 92% dos estabelecimento rurais daquela categoria, a apartação para venda, o descarte de fêmeas e o controle de desenvolvimento ainda é feito no “olho”.

Com o advento de sistemas e programas de melhoramento genético nos últimos 30 anos, houve um grande avan...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista AG, clique Aqui e Assine Agora!