Santo Capim

MANEJANDO O PASTEJO (Parte 2)

Santo

Adilson de Paula Almeida Aguiar é zootecnista, investidor nas atividades de pecuária de corte e leite, professor de Forragicultura e Nutrição Animal e Consultor Associado da Consupec - Consultoria e Planejamento Pecuário Ltda.

Dando sequência à série de artigos da coluna Santo Capim, nesta edição continuo o tema “manejando o pastejo”, abordando as respostas de animais a diferentes condições do pasto.

3.2. Respostas dos animais: a forma como o animal reage às variações estruturais do pasto compõe o que se conhece por comportamento ingestivo em pastejo (Carvalho et al., 2009). A estrutura do pasto é, ao mesmo tempo, causa e consequência do processo de pastejo. Nesse contexto, manejar o pasto é uma arte, que pode ser vista pela criação de ambientes ideais ao processo de pastejo:

a) em pastoreio de lotação contínua, com taxas de lotação variáveis, as respostas de animais em pastejo em termos de consumo de forragem e desempenho animal estão correlacionadas com variações em estrutura de relvado1, sendo que, de forma geral o consumo e o desempenho aumentam com aumentos em altura do relvado, a massa de forragem, o resíduo pós-pastejo ou a oferta de forragem (Silva; Corsi, 2003). O aumento, contudo, tende a um limite específico para espécie e categoria animal;

b) em pastoreio de lotação rotacionada, os pastejos iniciados com 95% de interceptação de luz (IAF crítico) pelo relvado resultam em forragem com valores mais elevados de proteína bruta e digestibilidade, resultado de uma maior proporção de folhas e menores proporções de caules e material morto na massa de forragem em pré-pastejo. O maior valor nutritivo traz respostas significativas no desempenho animal (ganho em peso ou produção de leite), quando o...

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